Após quatro anos, o país voltará a fazer parte da organização de países
sul-americanos criada em 2008
Planalto
- Em momento de retomada de suas principais alianças internacionais, o
Brasil voltará a fazer parte da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).
decreto nº 11.475,
assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado no Diário
Oficial da União na quinta-feira, 6/4, promulga o Tratado Constitutivo da
Unasul, passa a valer em 6 de maio de 2023 e coloca o país de volta no grupo
criado durante o segundo governo do presidente Lula.
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A Unasul foi fundada originalmente a partir de um Tratado Constitutivo
assinado em maio de 2008, pelos governos da Argentina, Bolívia, Brasil,
Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e
Venezuela.
Em 2010, a união era composta por todos os 12 Estados da América do Sul e
com uma população de quase 400 milhões e habitantes.
>Desde então, alguns países se retiraram da Unasul, principalmente em função
de divergências políticas. A saída do Brasil ocorreu em 2019 por decisão do governo anterior.
>Assim como o Brasil, a Argentina também anunciou que irá voltar ao bloco,
que atualmente tem como membros Bolívia, Guiana, Suriname e Venezuela, além
do Peru, que se encontra suspenso.
>O objetivo da Unasul é fomentar a integração entre os países
sul-americanos, em um modelo que busca integrar as duas uniões aduaneiras do
continente, o Mercosul (Mercado Comum do Sul) e a CAN (Comunidade Andina),
indo além da esfera econômica, para atingir outras áreas de interesse, como
social, cultural, científico-tecnológica e política.
“A integração e a união sul-americanas são necessárias para avançar rumo ao
desenvolvimento sustentável e bem-estar de nossos povos, assim como para
contribuir para resolver os problemas que ainda sofriam na região, como a
pobreza, a exclusão e a desigualdade social persistentes”,indica um dos trechos do tratado.
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