Lewandowski mantém acusação de Tacla Duran contra Moro e Deltan no STF


A decisão atende a recomendação da Procuradoria-Geral da República 

O entendimento foi de que as acusações feitas por Tacla Duran atingem pessoas com foro privilegiado. Ele declarou, em depoimento a Eduardo Appio, novo juiz da Lava Jato, que o agora senador Sergio Moro (União Brasil) e hoje deputado Deltan Dallagnol tentou extorqui-lo.


“Verifico que, ao menos nesta fase inicial, a competência para a supervisão e apuração dos fatos notificados no presente expediente é do Supremo Tribunal Federal”, diz o ministro em um trecho da decisão. “Diante do exposto, acolho a manifestação do Parquet e fixo, neste momento preambular, a competência do STF para a tramitação desse expediente”, reforçou Lewandowski pouco mais adiante.

O ministro também levou em consideração a posição da PGR sobre as ações de Moro enquanto era ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL). Os apontamentos constam no depoimento de Tacla Duran e foram usados ​​pela PGR como argumento para manifestar-se a favor da manutenção do caso no STF. 

“A cronologia dos fatos expostos nesta manifestação aponta para eventual interferência de Sergio Moro no julgamento dos processos envolvendo a Operação Lava Jato – inclusive os processos envolvendo Rodrigo Tacla Duran –, mesmo após sua exoneração do cargo de Juiz de Direito, mas também passando por atos “situações na condição de Ministro de Estado da Justiça”, resume o ministro do STF sobre a posição da PGR. Moro e Deltan tentaram tirar o caso das mãos do Supremo Tribunal Federal.

A decisão de Lewandowski foi proferida horas antes de sua saída do tribunal. O ministro deixou a Corte na terça-feira após ter seu pedido de aposentadoria formalizado. O caso ficará com seu sucessor, que será indicado por Lula (PT). O mais cotado para a vaga, por enquanto, é o advogado Cristiano Zanin, que defendeu o presidente em processos da Operação Lava Jato.




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