Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, preso em operação contra dados falsos de vacina
Mauro Cid Barbosa preso na Operação Venire. Os agentes cumpriram 16 mandados de busca e apreensão e mandados de prisão preventiva, em Brasília e no Rio de Janeiro.
DCM – O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), tenente-coronel Mauro Cid Barbosa, foi preso, na manhã desta quarta-feira (3/maio), durante uma operação da Polícia Federal. Os agentes cumpriram 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, em Brasília e no Rio de Janeiro.
A corporação investiga um grupo suspeito de inserir dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde. A PF também compreende mandado de busca e apreensão na casa do ex-presidente, em Brasília, além de analisar o material apreendido durante as buscas e cumprimento de oitivas de pessoas que detenham informações a respeito dos fatos.
Bolsonaro deve prestar depoimento ainda hoje (03/maio). A operação, denominada Venire, foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), dentro do inquérito das “milícias digitais”.
Até as 7h, todas as prisões já haviam sido encerradas. A lista de alvos inclui, ainda, duas seguranças próximas ao presidente: Max Guilherme e Sérgio Cordeiro.
A inclusão dos dados falsos ocorreu de novembro de 2021 a dezembro de 2022. Os beneficiários emitiram certificados de vacinação e os usam para burlar restrições sanitárias impostas pelo governo do Brasil e dos Estados Unidos, segundo os residentes.
Ainda nesta manhã, a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão em um endereço de Jair Bolsonaro em Brasília. O ex-presidente entregou o aparelho, mas não a senha, segundo informa reportagem do DCM. A ex-primeira-dama, inicialmente, seguiu a mesma conduta, voltando atrás em seguida.
A PF apura a atuação de um grupo que teria inserido dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde. Já foram forjados os certificados de vacinação do ex-presidente, da filha dele, Laura, de 12 anos, de Mauro Cid Barbosa – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro –, da mulher e da filha dele.
Os agentes cumpriram 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, em Brasília e no Rio de Janeiro. A Polícia Federal afirma que o objetivo do grupo seria “manter coeso o elemento identitário em relação a suas pautas ideológicas” e “sustentar o discurso direcionado ao tratamento à vacinação contra a Covid-19”.
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