Senado aprovou MP da reestrutruração de ministérios

Geraldo Alckmin, Lula e Rodrigo Pacheco (Foto: Ricardo Stuckert)

O aval ocorreu horas antes de a Medida Provisória perder "validade".


O Senado aprovou na tarde desta quinta-feira, 1º  de junho, o texto-base da medida provisória de reestruturação dos ministérios. O aval ocorreu horas antes de a MP “caducar”, ou seja, perder os seus efeitos, o que aconteceria já na sexta 2. Mesmo "em cima do laço", a agilidade pegou muita gente de surpresa, comparativamente à votação da noite de 31 de maio, quando Arthur Lira manteve "suspense" e ameaças, inclusive de não colocar a questão em votação e já antecipando que, em caso de derrota, a "culpa" seria do governo. Isso, sem considerarmos as ameaças para o futuro. Como ele mesmo disse: "Foi a última chance" dada ao governo Lula. Muitos legisladores agora estão na torcida para que A PF e o STF sejam com ele mais complacentes do que ele vem sendo com o atual governo.

Se a medida não fosse aprovada no Senado, os ministérios criados, recriados ou promovidos a esse status pelo governo Lula deixariam de existir. Caberia a Lula e sua equipe um papel mais ou menos como aquele desempenhado por Sisifo na mitologia grega. Vigoraria, a partir do dia 2 , a estrutura presente no governo Bolsonaro. 

Apesar do esforço de Lira e do rufar de tambores da imprensa comercial, houve, pode-se dizer, certa folga na votação: 51 votos favoráveis, 19 contrários e uma a bstenção.


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