Governo reativa CNDI para elaboração da nova política industrial brasileira
Após 7 anos desativado, Conselho que vai elaborar a nova política industrial brasileira retoma os trabalhos nesta quinta-feira. O Presidente Lula abriu a reunião do Conselho (CNDI), formado por governo e sociedade civil, para construir ao longo dos próximos meses nova política de fortalecimento da indústria nacional.
Criado em 2004, o Conselho Nacional de Desenvolv imento da Indústria (CNDI) estava sem funcionar há 7 anos e volta com a missão de construir uma nova política industrial para o Brasil, de caráter inovador, sustentável e inclusivo socialmente, conforme vêm defendendo sistematicamente o presidente Lula e o vi-presidente Alckmin, também ministro da Indústria, Comércio e Desenvolvimento.
A retomada das políticas industriais, de inovação e de fomento de inserção
internacional qualificada mais competitiva passa pela superação do atraso
produtivo e tecnológico. Este é o desafio que o CNDI se propõe a resolver.
Entre os princípios da nova política industrial estão, ainda:
-
inclusão socioeconômica;
- capacitação profissional e melhoria da
renda;
- redução das desigualdades regionais;
- sustentabilidade
Fazem parte do CNDI 20 ministros, além do presidente do BNDES e 21 conselheiros representantes da sociedade civil, entre entidades industriais e representantes de trabalhadores. O colegiado é vinculado à Presidência da República e presidido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Ao longo dos próximos meses, o CNDI se debruçará sobre as missões da política industrial, derivadas de grandes problemas sociais e de desenvolvimento do país — entre eles a segurança alimentar e nutricional; a prevenção e o tratamento de doenças; infraestrutura, moradia, saneamento e mobilidade sustentáveis; soberania e defesa nacionais; empresas competitivas em tecnologias digitais em segmentos estratégicos; e descarbonização da indústria e ampliação de cadeias associadas a transição energética e à bioeconomia.
Divididos em grupos de trabalho, os membros irão dialogar com os diversos segmentos da indústria, identificar gargalos de adensamento de cadeias e de descarbonização e desenhar estratégias e ações para impulsionar a atividade industrial nessas áreas. Os próximos passos envolvem a definição das rotas tecnológicas para os diferentes setores a serem desenvolvidos, bem como dos instrumentos a serem utilizados nesses processos — financiamento e garantias, pesquisa e desenvolvimento, infraestrutura de qualidade etc.
Na primeira reunião do Conselho desde sua reativação, além das missões da nova política industrial, foram apresentadas as fontes e os respectivos volumes de recursos disponíveis para financiar o fortalecimento industrial nos próximos quatro anos.
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