Estudo Ipea mostra que PIB pode crescer até 2,39% acumulado com reforma tributária no Brasil
20 ministérios + BNDES + 21 representantes da sociedade civil = uma nova política industrial que vai transformar a vida dos brasileiros. Essa é a base do CNDI, que chegou com tudo para impulsionar nossa indústria, tornando-a mais forte e competitiva. pic.twitter.com/E9MC2E6iG7
— MDIC (@MDICoficial) July 5, 2023
Os dados levcaram o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a
divulgar, nesta quinta-feira (06/julho), um estudo que simulou os impactos
econômicos, regionais e setoriais de propostas de reforma tributária sobre a
estrutura produtiva da economia brasileira.
A nota, intitulada “Propostas de reforma tributária e seus impactos: uma
avaliação comparativa”, do pesquisador do Instituto João Maria de Oliveira,
traz um levantamento com 68 setores de atividade econômica, para as 27
Unidades da Federação (UF), e compara com 10 países/regiões com os quais o
Brasil tem relação comercial.
A principal conclusão é que a proposta em votação na Câmara dos Deputados, o
Substitutivo à PEC 45/2019, atinge 2,39% de crescimento do Produto Interno
Bruto (PIB), até 2032, em relação ao cenário sem reforma alguma.
A análise mostra que, durante o período de transição, quando gradativamente se
substitui o sistema antigo pelo novo, as simulações em todos os cenários (PEC
45/2019, ao final do período de transição em 2036, PEC 110/2019, até 2032, e o
Substitutivo em discussão, cuja transição vai também até 2032) evidenciam o
crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), se comparados ao cenário sem
reforma alguma.
As simulações revelam que as mudanças na estrutura tributária geram crescimento econômico. “As propostas de reforma promovem mudança estrutural em favor de setores com cadeia produtiva mais longa, com maior efeito multiplicador e, consequentemente, com maior produtividade. Assim, além de promover crescimento econômico, a reforma alinha a economia brasileira para crescer ainda mais”, ressalta João Maria.
Segundo o estudo, a partir da implantação da reforma, há condições de crescimento econômico que pode levar a economia brasileira a um patamar mais elevado. Outro ponto abordado diz respeito ao resultado positivo para o saldo do emprego. Ainda que os ganhos sejam pequenos, há aumento de emprego mais qualificado e de maior rendimento. Mas, com a mudança nos tributos, há ganhos reais na produtividade do trabalho, o que se configura como mais uma evidência de que a reforma tributária trará ganhos de alocação produtiva, pois estimula o aumento da oferta de emprego.
O pesquisador vê de maneira otimista o atual cenário. “Temos uma oportunidade agora com esse consenso criado entre estrutura produtiva, diversos setores, os três entes federativos e, principalmente, estados e municípios [que são afetados de formas diferentes, dependendo da região]. Acho que o consenso é possível, parece estar próximo e vai oportunizar que o Brasil esteja num estágio avançado de crescimento econômico”, concluiu.
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