PIB cresce acima do esperado: mercado errou de novo

Indústria e serviços puxaram desempenho no segundo trimestre de 2023. Resultado superou todas as expectativas

O PIB cresceu 0,9% no segundo trimestre de 2023 em relação ao trimestre anterior, na série com ajuste sazonal, informou o IBGE. No comparativo com o mesmo período do ano passado (2022), o PIB cresceu 3,4%. Considerando-se o acumulado dos quatro trimestres terminados em junho de 2023, o PIB cresceu 3,2%, em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores e no semestre a alta acumulada foi de 3,7%. Os setores com maior crescimento foram a Indústria (0,9%) e Serviços (0,6%), enquanto a agropecuária registrou um recuo de 0,9%, enquanto os setores do mercado trabalhavam com uma previsão de crescimento de 0,3%. Ou seja, errou mais uma vez.


Crescimento


O crescimento na Indústria se deve aos desempenhos positivos de 1,8% nas Indústrias Extrativas, 0,7% na Construção, 0,4% na atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e 0,3% nas Indústrias de Transformação.

Nos Serviços, os resultados positivos foram em atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,3%), outras atividades de serviços (1,3%), transporte, armazenagem e correio (0,9%), informação e comunicação (0,7%), atividades imobiliárias (0,5%), administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%) e Comércio (0,1%).

Comparado ao mesmo período do ano anterior, o PIB cresceu 3,4% no segundo trimestre de 2023. O Valor Adicionado a preços básicos teve alta de 3,4%, e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios avançaram 3,3%.

A Agropecuária cresceu 17,0% em relação ao mesmo período do ano anterior, resultado que se explica  principalmente pelo bom desempenho de alguns produtos da lavoura  como: soja (24,5%), milho (13,7%), algodão (10,2%) e café (5,3%).

Acumulado em quatro trimestre foi de 3,2%


O PIB acumulado nos quatro trimestres terminados em junho de 2023 cresceu 3,2% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Essa taxa resultou da alta de 3,2% do Valor Adicionado a preços básicos e de 3,0% nos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios. 

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