Pacheco endossa pauta anti-STF da oposição elegendo temas que incomodam a corte
Com isso o senador estaria de olho nas eleições de 2026 (Governo de MG) e na escolha de seu sucessor no Senado em 2025
Alguns senadores identificam esforço de Pacheco para se aproximar de uma ala contrária ao governo Lula , poavimentando caminho para a eleição de seu sucessor em 2025.
Correligionários ainda avaliam que, embutida no cálculo de Pacheco, está a necessidade de protagonismo, de olho em seu futuro político em 2026 (alguns apontam o governo de Minas Gerais).
Pacheco alimentou forte tensão entre o Senado e STF, ao defender a adoção de mandato para ministros da corte e ao defender a criminalização do uso de maconha sob qualquer circunstância.
A "grita" de que o Supremo interfere nas competências do Legislativo é recorrente no Parlamento. Alguns senadores, inclusive, ameaçam adotar medidas quie travem o que consideram excessos do tribunal.
A gota d'água foi a ministra Rosa Weber pautar a questão do aborto, dando a Pacheco a deixa para rebelar-se. Segundo a Folha, "antes mesmo da aposentadoria de Rosa, ocorrida na semana passada, Pacheco sinalizou ao novo presidente do tribunal, Luís Roberto Barroso, que o julgamento de um tema desse porte geraria ainda mais reação no Congresso".
A disputa não é novidade. Muitos creditam o recentimento do Senado em relação ao STF ao fim das emendas de relator.
A reação do presidente do Senado ao STF está em sintonia com a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na medida em que Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), aliado de Pacheco, se pretende presidente do Senado nas próximas eleições.
Na semana que encerra, senadores levaram menos de um minjuto para aprovar, na CCJ, proposta que limita decisões monocráticas em tribunais superiores. A expectativa é que Pacheco promova audiências públicas sobre o assunto e dê andamento gradual à pauta.
A orientação tem sido a mesma em relação à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) das drogas. Em sinalizando que pretendem controlar o tema, a dobradinha Pacheco /Alcolumbre entregiu a relatoria do texto ao líder da União Brasil, Efraim Filho (PB), que completa o trio.
Apesar dos últimos movimentos do Senado —inclusive com a aprovação de temas já discutidos pelo STF, como marco temporal e contribuição assistencial—, a estratégia de embate com o Supremo liderada por Pacheco e Alcolumbre não encontra unanimidade.

Leave a Comment