Genocídio em Gaza é denunciado em Caxias do Sul

Fotos: Marcelo Pedroso

A praça Dante Alighieri, em Caxias, na Serra gaúcha, ouviu o repúdio contra o genocídio que acontece em Gaza


Comitê de Solidariedade à Palestina

Manifestantes ocuparam o praça pública, nesta quarta, 1º de novembro, e pediram o imediato cessar fogo do bombardeio de Israel contra o povo palestino. A atividade foi organizada pelo Comitê de Solidariedade à Palestina e contou com apoio de jovens e integrantes de movimentos sociais. 

“Há 17 anos, o Estado de Israel bombardeia a Palestina, com o apoio da superpotência militar que é o Estados Unidos. São duas potências de guerra contra um povo pobre que está sendo dizimado na Palestina”, fala Suélen Santos, assistente social, militante dos direitos humanos e integrante do Comitê de Solidariedade.

Também integrante do Comitê, além de representar a Fundação Maurício Grabois,  Saulo Velasco lembrou que a atuação da Organização das Nações Unidas (ONU) não consegue resolver a questão na Palestina. “A resolução aprovada é uma vergonha”, salientou. 



Com bandeiras, panfletos, atuação nas sinaleiras e aos gritos de “a resistência se justifica, fora Israel Estado sionista” e “chega de chacina, PM na favela, Israel na Palestina”, os ativistas mostraram que as lutas dos povos não estão desconectadas e que a violência do capital e do Estado subjugam muitos povos diferentes, em nações diferentes, mas matando da mesma forma.


Genocídio Sionista


A Palestina foi transformada em uma prisão a céu aberto, com  mais de 2 milhões de pessoas vivendo sem condições mínimas de saúde e sofrendo diariamente – além dos bombardeios incessantes, com a falta de água, comida, luz, acesso a equipes de saúde e salvamento, com a falta de saneamento, varrida por doenças como sarampo e varíola, além das demolições de casas e o isolamento imposto pelo muro.

Em três semanas de ataques ininterruptos, mais de 3.000 crianças foram mortas, sendo 300 delas em apenas 24 horas. Mesmo com a ONU ordenado o fim dos bombardeios e proibindo o uso de bombas de fósforo, o Estado sionista de Israel não para. Dos 35 hospitais, 25 já foram destruídos e com eles 101 equipes médicas desapareceram sob as bombas e escombros.

Entre os palestinos hoje em Gaza, 53% vivem na extrema pobreza, sem acesso ao mínimo de calorias diárias para a sobrevivência e 68,5% estão vivendo em insegurança alimentar. Ao todo, 48% do território da atual Faixa de Gaza já foi destruído pelos bombardeios ou demolições impostas pelo Exército de Israel e 88% da população original já morreu.




Comitê de Solidariedade à Palestina


Os caxienses estão organizando e construindo o Comitê de Solidariedade à Palestina desde o dia 24 de outubro, quando o tema foi debatido na Aula Pública, realizada na Universidade de Caxias do Sul. Conta com integrantes de diversos movimentos sociais, jovens, partidos partidos políticos como o PSOL, PCdoB, PT, UP, PCB-RR, ambientalistas, jornalistas, intelectuais e artistas. 

O comitê busca ser um espaço de construção para a visibilidade da luta contra a violência do Estado sionista de Israel, em Gaza, e também de solidariedade ao povo palestino.


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