Governo Lula abriu 51 novos mercados para produtos agrícolas no exterior, de janeiro a setembro

Foto: Cláudio Neves
Porto de Paranaguá, no Paraná


De janeiro a setembro de 2023, o governo Lula impulsionou a comercialização de produtos agropecuários no exterior. Foram abertos 51 novos mercados, contra os 43 de igual período de 2022, e as exportações registraram recorde de US$ 126,22 bilhões – 3,6% a mais na comparação com o mesmo intervalo do ano passado (US$ 121,87 bilhões). Os dados, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), derrubam a mais recente onda de mentiras bolsonaristas sobre as ações federais para o setor.

Os 51 novos mercados conquistados para os produtos do agro brasileiro em 2023 estão distribuídos da seguinte forma: nas Américas, Argentina, Canadá, México, República Dominicana, Uruguai, Equador, Colômbia, Chile e Panamá. Na região asiática, Indonésia, Singapura, China, Índia, Malásia, Armênia, Cazaquistão e Quirguistão. No continente africano, Egito, Argélia, Angola e África do Sul. Já na Europa, Rússia e Belarus. Na Oceania, Polinésia Francesa, Nova Caledônia e Vanuatu. E, no Oriente Médio, Israel e Arábia Saudita.

Derrubando a série de mentiras que a oposição tenta emplacar, a Presidente Nacional do PT, Gleisi Hofmann, lembrou que “foi no governo Lula que o Brasil se tornou um dos maiores produtores de alimentos e proteína animal do planeta. Reduzindo o desmatamento, protegendo o meio ambiente, combatendo o uso indiscriminado de agrotóxicos e venenos agrícolas, apoiando a produção de alimentos saudáveis. Foi isso que contribuiu para abrir mercados e tornar o Brasil um dos maiores exportadores de alimentos do mundo, além da cooperação internacional para a proteção da Amazônia”, enfatizou.




A deputada lembrou, também,  que foram as ações emergenciais do governo Lula que barraram, por exemplo, o genocídio do povo yanomami e o avanço da destruição da Amazônia, provocados pelo incentivo do governo passado ao garimpo ilegal e a outros ramos do crime organizado na região.

“Bolsonaro quase destruiu a Embrapa, o Ibama e o ICMBio, estimulou as queimadas, o desmatamento, os conflitos e a violência contra os trabalhadores do campo. Desrespeitou acordos internacionais, isolou o Brasil e jogou no lixo bilhões de dólares do Fundo Amazônia. Destruiu nossa reputação de produtor de alimentos saudáveis. Fez do campo uma terra sem lei, sem pensar no futuro do país e de nossa gente”, disse Gleisi.


É fundamental lembrar que foram muitos os avanços obtidos no esforço do governo Lula para expandir a comercialização dos produtos do agro no exterior. Além da intermediação do Ministério da Agricultura, esses resultados se devem, também, aos contatos diretos entre o presidente Lula e diversos líderes estrangeiros, em reuniões bilaterais e/ou em reuniões de cúpula, para divulgar os produtos brasileiros.

De acordo com a análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI/Mapa), entre os principais mercados alcançados destacam-se a comercialização para as carnes bovina e suína brasileiras para o México e a República Dominicana.


Plano Safra recorde


Paralelamente à conquista de novos mercados, o governo Lula anunciou, em junho, o Plano Safra 2023/2024, o maior da história do país, com recursos da ordem de R$ 364,22 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional de médios e grandes produtores rurais.

Os valores se destinam ao crédito rural tanto para produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) quanto para os demais e representam um aumento de 27% em relação ao financiamento do ano passado, de R$ 287,16 bilhões.

Avanço do agro é marca dos governos do PT

Entre 2003 e 2007, nos dois primeiros anos do governo Lula, a economia cresceu em média 4% ao ano. Esse cenário foi ancorado, sobretudo, no crescimento das exportações de matérias-primas e commodities (soja, carne bovina, milho, açúcar, entre outros) para nações em vertiginoso crescimento, como a China, principal parceiro comercial do Brasil.

O fortalecimento da economia brasileira com Lula foi o grande responsável pelo fato de os impactos da crise econômica mundial de 2008 terem sido reduzidos no país em comparação com o cenário internacional. Além do apoio ao agro, houve também uma série de medidas para incentivar o consumo interno.

Recorde da balança comercial

O ano de 2023 chega na reta final com um acumulado de boas notícias para a economia brasileira. Uma das mais recentes vem do Informe Conjuntural do 3º trimestre, divulgado, em outubro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade projeta que o país deve registrar, ao final deste ano, o seu maior superávit comercial da história, com a previsão de que as exportações cheguem a US$ 331 bilhões, e as importações, a US$ 257,3 bilhões, totalizando um saldo positivo de US$ 73,7 bilhões. Segundo a CNI, o comércio exterior brasileiro vem apresentando uma dinâmica favorável, que contribuirá positivamente para o crescimento do PIB em 2023.

A entidade registra, ainda, que a ampliação do volume exportado (+8,9%, na comparação com 2022) tem  papel fundamental para sustentar esse cenário positivo, em especial os voilume embarcados de soja, milho, petróleo e minério de ferro.

Em setembro, o superávit da balança comercial brasileira já havia alcançado uma marca recorde para o mês, de US$ 8,9 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No acumulado de janeiro a setembro de 2023, o superávit comercial chegou a US$ 71,3 bilhões, um patamar também histórico. A estimativa da pasta para todo o ano é de um superávit de R$ 93 bilhões.

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