Heleno e Freire Gomes complicaram situação do Exército e de Bolsonaro
Augusto Heleno e Freire Gomes mostram rastro de irregularidade que desembocaram no 8 de janeiro, repleto de digitais de Bolsonaro
Os escritos do general Heleno foram encontrados em sua casa a partir de
operação da PF. Um trecho do diário aponta a palavra AGIR, verbo já empregado
por Heleno em reunião gravada e divulgada, na qual Heleno afirma: “eu acho que
as coisas têm que ser feitas antes é isso aí vai chegar um ponto que nós não
vamos poder mais falar ou vamos ter que agir contra determinadas instituições
contra determinadas pessoas”.
Reunião gravada em vídeo, “diário manuscrito, mensagens em celulares,
além de delações premiadas apontam para a condenação de envolvidos no
imbroglio do 8 de janeiro. Respondendo a convocação do STF, o General Freire
Gomes, ex-chefe do Exército, respondeu a mais de 300 perguntas e teria
confirmado a participação em reuniões que tinham como como objetivo discutir
os termos das chamadas minuta golpista. Teria, também, afirmado que o desmonte
de acampamento na porta do QG em Brasília não aconteceu por ordem de Jair
Bolsonaro.
O general Freire Gomes depôs por mais de sete horas, começando por volta das 15h da última sexta-feira (1°/março) e terminando
às 22h. Essa foi a oitiva mais longa desde o início da Operação Tempus
Veritatis.
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José Genoíno mostra com clareza: Não há heróis entre os militares. O país precisa efetuar profunda reforma em suas Forças Armadas. Estamos, segundo ele, no momento propício para isso.
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