Câmara mantém prisão preventiva de Chiquinho Brazão por 277 a 129

Plenário acompanhou o parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Eram necessários 257 votos para evitar a soltura do parlamentar
Agência Câmara – A Câmara dos Deputados sustentou a prisão preventiva do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), preso no dia 24/março pela Polícia Federal sob acusação de ser o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes. Foram 129 votos contra a prisão e 28 abstenções. Para manter a prisão preventiva, eram necessários os votos da maioria absoluta da Câmara (257 votos).
O deputado foi preso por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do inquérito, decisão seguida pela 1ª Turma do STF.
O Plenário acompanhou o parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), de autoria do deputado Darci de Matos (PSD-SC), que recomendava a manutenção da prisão preventiva por crime flagrante e inafiançável de obstrução de Justiça com o envolvimento de organização criminosa.
Além do deputado, o seu irmão Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro é acusado de mandante dom crime. O processo passou a tramitar no STF, uma vez que nos dois têm têm foro privilegiado.
Gleisi Hofmann
Após decisão da Câmara sobre Chiquinho Brazão no caso Marielle, a presidenta nacional dom PT comemorou: "o próximo passo é a denúncia e julgamento dos mandantes". Segundo ela, a "bancada bolsonarista precisa se explicar porque votou para liberação do deputado". "Essa gente está sempre flertando com o errado".O Rio Grande do Sul teve representantes na "lista da vergonha"
- Bibo Nunes (PL-RS)
- Giovani Cherini (PL-RS)
- Marcel van Hattem (Novo-RS)
- Marcelo Moraes (PL-RS)
- Mauricio Marcon (Podemos-RS)
- Pedro Westphalen (PP-RS)
- Sanderson (PL-RS)
- Zucco (PL-RS)
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