Lula celebra abertura de mercados ao Brasil como um dos resultados do retorno do país ao cenário internacional
Em Campo Grande, presidente acompanha envio do primeiro lote de proteína animal a ser exportado à China a partir de plantas industriais recém-habilitadas pelo país asiático. Nos últimos 15 meses, Brasil abriu 105 novos mercados em 50 países
Planalto – Ampliação das exportações e
dos mercados externos para o Brasil. Oportunidade de crescimento econômico com
o diálogo internacional. Horizonte de geração de empregos e de melhoria de
renda para a população. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou na
sexta-feira, 12/abril, uma planta frigorífica em Campo Grande (MS) que vai
realizar o envio do primeiro lote de proteína animal à China a partir de
unidades recém-habilitadas no Brasil pelo país asiático.
O presidente visitou a linha de produção, conversou com funcionários e
conheceu as instalações do frigorífico. A carne será despachada a partir de
uma fábrica do grupo JBS, empresa líder global na produção de alimentos à base
de proteína.
A China habilitou, em 12 de março, 38 novas unidades de produção para receber
carne importada do Brasil, o que fez com que o número de plantas saltasse de
106 para 144. Foram habilitadas 24 novas plantas de processamento de bovinos,
oito de frangos, um estabelecimento de termoprocessamento de bovinos e cinco
entrepostos. Somadas, elas vão gerar um aporte de R$ 10 bilhões na balança
comercial brasileira nos próximos 12 meses, a maior quantidade de exportações
ao país asiático em toda a história brasileira.
Lula ressaltou a importância do diálogo diplomático para impulsionar a economia e abrir horizontes para o comércio exterior brasileiro. “No ano passado, fiz uma viagem à China e foi extraordinário. Vamos receber agora o presidente da China, Xi Jinping, em novembro, no Brasil, e já está acertado que ele vem em uma viagem de chefe de Estado para participar do G20”, antecipou.
Lula ressaltou a importância do diálogo diplomático para impulsionar a economia e abrir horizontes para o comércio exterior brasileiro. “No ano passado, fiz uma viagem à China e foi extraordinário. Vamos receber agora o presidente da China, Xi Jinping, em novembro, no Brasil, e já está acertado que ele vem em uma viagem de chefe de Estado para participar do G20”, antecipou.
“Depois da China, fiz em um ano uma reunião com todos os presidentes da União Europeia e todos os presidentes da América Latina. São 66 presidentes. Depois, fiz uma reunião do G20 na África do Sul e uma dos BRICS. Depois, uma reunião com todos os países do Caricom, os países do Caribe. Em quatro reuniões, me reuni com mais de 110 presidentes de todo o mundo. Isso é importante porque, quando volto, digo aos meus ministros: coloquem o que o Brasil tem para vender embaixo do braço e viaje o mundo para vender os produtos brasileiros”, completou.
105 mercados
A abertura de novos mercados no comércio internacional e a ampliação dos já
existentes tem sido uma das características da gestão do Governo Federal desde
o início de 2023. Nos últimos 15 meses, o Brasil celebrou a abertura de 105
novos mercados, em 50 países, mais que o dobro do registrado no mesmo período
da gestão anterior, quando 50 mercados foram abertos em 24 países.
“Em política internacional, é bom a gente vender, mas a gente também tem que comprar, porque a gente não pode permitir que um país tenha muito déficit na balança comercial. Se o país só compra, a população vai se queixar. Então tem que vender e comprar – é como se fosse uma rodovia de duas mãos. E é por isso que as coisas estão dando certo”, disse o presidente. “É importante que a gente tenha noção de que esse país merece uma chance de crescer, de gerar empregos e de fazer mais universidades”, completou.
“Em política internacional, é bom a gente vender, mas a gente também tem que comprar, porque a gente não pode permitir que um país tenha muito déficit na balança comercial. Se o país só compra, a população vai se queixar. Então tem que vender e comprar – é como se fosse uma rodovia de duas mãos. E é por isso que as coisas estão dando certo”, disse o presidente. “É importante que a gente tenha noção de que esse país merece uma chance de crescer, de gerar empregos e de fazer mais universidades”, completou.
Aberturas de mercado ao Brasil nos últimos 15 meses
Mato Grosso do Sul
Antes dessa nova lista de habilitações, o Brasil tinha 107 plantas autorizadas
para operar na China, entre as habilitadas para proteínas de aves, bovinos e
suínos. O Mato Grosso do Sul tinha apenas três frigoríficos habilitados para
exportar carne bovina para os chineses. Agora conta com sete. O estado foi o
que mais se beneficiou das novas habilitações entre todas as Unidades da
Federação. Antes, os frigoríficos de bovinos de Mato Grosso do Sul tinham
potencial de exportar para a China um volume equivalente a no máximo 467 mil
cabeças de gado por ano. Agora, são 2,3 milhões, acréscimo de mais de 1,8
milhão de cabeças.
Dobrandom o tamanho
A JBS anunciou durante o evento desta sexta que vai duplicar a capacidade de
processamento e a força de trabalho de sua unidade Campo Grande II, em Mato
Grosso do Sul, o que vai torná-la a maior planta de carne bovina de toda a
América Latina. A Companhia pretende investir R$ 150 milhões para permitir
que, daqui um ano, o volume processado diariamente na fábrica passe de 2.200
para 4.400 animais, enquanto a quantidade de colaboradores vai saltar de 2.300
para 4.600.“Essas 38 habilitações para a China significam um passo gigantesco
para o agronegócio brasileiro. Significam crescimento, geração de emprego e
renda. Para a indústria, para o campo, para as pessoas, para o comércio, para
cidades”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS.
Leave a Comment