Cheia recua no centro de Porto Alegre e começa o mutirão de limpeza


A água nas calçadas em muyitas ruas na região central de Porto Alegre começou a secar, rendendo-se ã  queda do nível do Rio Guaíba. Comerciantes e moradorers começam a abrir estabelecimento e casasm, dando-se conta de que a enchente teve ajuda dos saqueadores.

Os comerciantes entrusiasmados com a retomada contabilizam os prejuízos. A toada é uníssona:  perda total dos estoques e de equipamentos como freezers e geladeiras, além de danos em móveis e paredes. Não se houve falar em restituição via seguro, medida que pareceria comum, nãoi apenas em residências, mas também ewm estabvelecimentos comerciais.

O clima entre donos dos bares é de revolta contra a falta de manutenção no sistema de contenção de cheias na cidade. Eles afirmam que a casa de bombas (sistema que retira água de enchentes) que mais influencia a região funcionava mesmo com o nível do Guaíba acima de cinco metros, e que a rua continuava seca, até a estrutura ser desligada, registra matéria do jornal Folha de S. Paulo.

Três comportas ficaram abertas neste domingo com o objetivo de escoar a água para o Guaíba, incluindo uma no muro da avenida Mauá, próxima ao local. A prefeitura, por meio de notam, nega que a causa dos alagamentos na região seja falta de manutenção do sistema de drenagem.

"A Prefeitura de Porto Alegre e o Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE) refutam a afirmação de que houve falta de manutenção. O sistema de proteção contra cheias apresentou pontos de fragilidade diante da maior cheia da história já registrada no Guaíba desde os anos 1900 – que atingiu 80% dos municípios gaúchos", diz a gestão.


"Concebido no final da década de 60, essa foi a primeira vez em que a estrutura foi submetida a um teste dessa magnitude. O dilema não é a falta de manutenção, mas a concepção dos projetos de construção das casas de bomba e das comportas que vieram à tona na maior tragédia climática do Rio Grande do Sul." Ocorre, porém que a gestão, seja estadual ou municipal, deveria pensar/investir na atrualização tecnológica, obviamente, decorridos pouco mais de 60 anos do investimento primário. 

A prefeitura afirma, ainda, ter feito investimentos nos últimos anos, para "melhorias significativas no sistema de proteção, como a aquisição de motores elétricos, chaves de partida eletrônica, comportas de vedação de aço inox e implantação de automação". "Não fossem essas melhorias, a enchente seria ainda maior", diz a nota. 

O jogo de empurra-empurra, ao que tudo indica, terá vida longa. Muitos especialistas, porém, alegam que o problema não foi tratado na essência e que frente à situação, para a qual foram todos alertados, os investimentos alegados são cosméticos.

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