Diretores de escolas municipais consideram precipitada abertura sem condições de segurança

Smed afirma que a retomada está sendo escalonada, respeitando as condições específicas de cada escola e equipe


Brasil de Fato – Mesmo tendo acertado com os diretores das escolas municipais em reuniões presenciais que cada uma delas abriria quando tivesse condições, a diretora pedagógica da Secretaria municipal de Educação (Smed), Izabel Christina Brum Abianna, enviou, na segunda-feira (20/maio), aos diretores,  "documento orientador" estipulando as condições para a imediata volta às aulas.

A alegação do documento é de que “a escola é uma ou a única referência nessas comunidades e os alunos precisam retomar a rotina, vínculo pedagógico e alimentação e, portanto, se faz necessário, que empenhamos esforços na retomada das atividades escolares, continuando as ações humanitárias de reconstrução da nossa sociedade”. 

Segundo diretores declararam ao site Brasil de Fatro na condição de anonimato, três pontos da orientação são estranhos e simplistas.
  • Servidores com dificuldade com o transporte público: poderão consultar EPTC sobre linhas que atendem as escolas, locais de partida e itinerário, através do app Cittamobi;
  • Servidores que estão no voluntariado, ajudando e abrigando pessoas: retornar ao trabalho, nas escolas municipais;
  • Servidores que se deslocaram para outros municípios em função da enchente, falta de luz e água: Deverão avaliar as condições para o retorno e informar a direção da escola, para retomada do trabalho presencial.
Segundo levantamento feito, das 99 escolas municipais da capital gaúcha apenas 32 teriam condições de retornar a normalidade. Em uma escola da zona Sul que não foi atingida diretamente pela enchente, foi elaborado um questionário para as famílias dos 1.100 alunos. Nos 441 respondidos, 90 pediram cestas básicas porque estavam desabrigados, ou abrigando parentes.

A direção da Associação dos Trabalhadores (as) em Educação de Porto Alegre (Atempa) convocou uma assembleia geral extraordinária para sexta-feira (24/maio), quando será discutido o problema. Na ocasião, serão debatidas as seguintes pautas:
  • Autorização para ajuizamento de ações coletivas, proposta pela Atempa, em substituição aos associados(as);
  • Análise do retorno às atividades das escolas.

Ao consultar a Smed, a reportagem do Brasil de Fato RS, foi informada que a Secretaria Municipal de Educação desconhece e não recebeu nenhuma reclamação formal de diretores da rede municipal a respeito das estratégias tomadas para retomada das atividades escolares. "As decisões que compõe essa retomada foram alinhadas em conjunto com os diretores em reunião virtual geral, e reuniões com direções por região, realizadas na semana passada."

Leia matéria completa no site Brasil de Fato
Smed afirma que a retomada está sendo escalonada, respeitando as condições específicas de cada escola e equipe

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