Governo se mobiliza em três frentes de trabalho no atendimento às vítimas da enchente no RS

Os ministros Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), Silvio Almeida
(Direitos Humanose Cidadania) e Paulo Pimenta (Secom)
Comitiva de ministros acompanhou de perto ações de ajuda humanitária, logística para acolhimento de desabrigados, organização da distribuição de donativos e a retomada de infraestruturas importantes
Uma comitiva de ministros do Governo Federal segue no Rio Grande do Sul para acompanhar os trabalhos de assistência humanitária, instruir técnicos e secretários estaduais e municipais, ouvir prefeitos, autoridades e a população, além de auxiliar na logística de distribução de donativos. Silvio Almeida (Direitos Humanos e Cidadania), Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação da Presidência), Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Juscelino Filho (Comunicações) concederam entrevista coletiva.
O ministro Silvio Almeida acompanhou os esforços das equipes de resgate, dos voluntários, e visitou abrigos para desalojados e desabrigados. O ministro se comprometeu a ajudar na solução de um problema crônico para muitos dos que precisaram abandonar suas casas com pressa: a perda de documentos de identificação.
“Está havendo um esforço conjunto, tanto do Tribunal de Justiça, por meio da corregedoria, quanto nosso para que possamos restituir a identidade civil, para que as pessoas que foram afetadas pelas enchentes possam acessar os serviços públicos e, portanto, ter acesso à política de cidadania”, informou.
Em encontro com o secretário estadual de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, Fabricio Peruchin, o ministro recebeu um panorama dos abrigos no estado. O representante do governo gaúcho informou que são feitas vistorias nos locais de abrigamento. O cenário, segundo o secretário, é de enorme solidariedade e se constata que as pessoas atingidas estão sob cuidados.
ABRIGOS
O ministro Paulo Pimenta (Secom) ressaltou o desafio logístico e humanitário
para garantir que os abrigos funcionem bem dentro de condições complexas. Há
locais com cerca de 1.500 pessoas, com muitas crianças, dezenas de animais
domésticos, centenas de idosos.
"Organizar condições de alimentação, higiene e dormitório num abrigo de 50 pessoas é uma coisa. Com 1.500, é outra bem mais complexa", afirmou o ministro, ressaltando as parcerias do Governo Federal com estados e municípios via Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, para liberação de recursos aos municípios para organizar e oferecer colchões, chuveiros, água potável, produtos de higiene pessoal e itens de consumo.
DEFESA CIVIL
Outra frente de ajuda humanitária veio do Ministério da Integração e do
Desenvolvimento Regional, por meio da Defesa Civil, que já repassou R$ 34,5
milhões ao Rio Grande do Sul. Segundo o ministro Waldez Góes, os repasses
serão usados em ações de resposta, que inclui assistência humanitária. O maior
valor, de R$ 4 milhões, foi encaminhado para Venâncio Aires.
Os municípios de
Lajeado, Sapiranga e Jaguari também receberam R$ 464 mil, R$ 395,3 mil e R$
349,2 mil, respectivamente. As cidades de Relvado, Putinga e Barra do Rio Azul
vão contar com R$ 232 mil, enquanto Porto Xavier e Lavras do Sul terão à
disposição R$ 87,2 mil e R$ 21,9 mil, respectivamente. Os valores destinados a
cada município são definidos por critérios técnicos da Defesa Civil Nacional e
variam conforme o valor solicitado no plano de trabalho.
MALHA AÉREA
Paulo Pimenta informou na coletiva que o Governo Federal atua, via
Ministério de Portos e Aeroportos, para restabelecer a malha aérea emergencial
para atendimento do Rio Grande do Sul. Enquanto o Aeroporto Salgado Filho, em
Porto Alegre, segue sem operações em função dos alagamentos na capital gaúcha,
haverá 53 voos semanais operando nos aeroportos de Caxias do Sul, Santo
Ângelo, Passo Fundo, Pelotas, Santa Maria e Uruguaiana. Além disso, em Santa
Catarina, os aeroportos de Florianópolis, Chapecó e Jaguaraúna farão parte do
plano de apoio à população.
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