Ministra Cida Gonçalves reforça urgência do protocolo de atendimento às mulheres durante desastres climáticos

A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, em reunião com o governador Eduardo Leite, no Palácio Piratini
Proposta de texto foi debatida em reunião com representantes de órgãos públicos e da sociedade civil. Documento será analisado no âmbito do governo federal
Uma comitiva do Ministério das Mulheres esteve hoje no Rio Grande do Sul para dialogar com autoridades e movimentos sociais neste período de fortes chuvas e famílias desabrigadas. Entre as prioridades da comitiva, composta pela ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, e pelas secretárias nacionais de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Denise Motta Dau, e de Autonomia Econômica e Política de Cuidados, Rosane Silva, está a urgência da elaboração e implementação de um protocolo de emergência para crises climáticas que tenha atenção especial às necessidades de mulheres, algo que o Ministério das Mulheres está construindo junto à sociedade civil.
“Sabemos que as mulheres e as meninas sofrem desproporcionalmente as violências e violações em períodos de crise climática”, reforçou Cida Gonçalves em reunião com o governador Eduardo Leite, na capital gaúcha, Porto Alegre, ao expor a urgência do protocolo para garantir a segurança e as necessidades de mulheres durante o período de chuvas no estado, especialmente aquelas que estão vivendo em abrigos nesse momento. Participou também da reunião o secretário estadual de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Fabricio Guazzelli Peruchin.
Antes da agenda com o governador, logo na chegada à base aérea em Canoas (RS), a comitiva também se reuniu com a secretária Municipal Adjunta de Mulheres, Vani Piovesan, e a vereadora Maria Eunice Wolf, para dialogar sobre o atendimento à população desabrigada no Rio Grande do Sul, em especial às mulheres, e a necessidade de oferecer mais segurança para mulheres e crianças nos abrigos.
O protocolo de emergência com perspectiva de gênero também foi pauta na reunião da ministra das Mulheres com cerca de 20 representantes de órgãos públicos e de movimentos sociais, em Porto Alegre. Na ocasião, houve um diálogo sobre as propostas para o texto do protocolo, o qual deverá trazer diretrizes e linhas de atuação que incluam, para além da garantia da segurança das mulheres em meio a desastres climáticos, aspectos como a recomposição da renda e da autonomia econômica das mulheres no processo de reconstrução do Rio Grande do Sul.
Participaram da reunião representantes das secretarias de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos; da Segurança Pública; de Desenvolvimento Social; e de Saúde; Defensoria Pública; do Ministério Público; Tribunal de Justiça; Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres; Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres de Porto Alegre; Conselho Estadual dos Direitos Humanos, Conselho Tutelar de Porto Alegre; Levante Feminista contra o Feminicídio; Comissão da Mulher Advogada; CRAm de Porto Algre; Centro de Referência Estadual da Mulher Vânia Araújo Machado; e do Fórum Estadual da Mulher do Rio Grande do Sul.
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