Trocar o centro de lugar, deslocar bairros e erguer barreiras: o que planejam três cidades atingidas pela enchente no RS

Roca Sales, Muçum e Eldorado do Sul buscam soluções para que as cheias não voltem a devastar os municípios




Muçum pretende deslocar grandes fatias dos bairros mais suscetíveis às inundações, enquanto Eldorado pensa em obras de grande porte para se manter a salvo.  Levantamento feito por um grupo de cientistas gaúchos com base em imagens de satélite indica que quase 60% da área urbana de Roca Sales havia sido inundada até o dia 6, comprometendo cerca de 3,6 mil estruturas dos mais diferentes tipos.

O prefeito de Roca Sales espera reverter parte desse problema tirando a cidade da rota das enxurradas. Para isso, pretende contar com duas áreas, de 70 hectares e de 150 hectares, para onde transferir o centro da cidade e o parque empresarial, respectivamente. 

O plano, em estágio inicial, deixaria a prefeitura responsável por liberar os terrenos, promovendo desapropriações onde necessário e contando com parcerias com Estado e governo federal para providenciar infraestrutura viária, de saneamento e iluminação. Empresários e moradores teriam de viabilizar a construção de novas instalações, reporta matéria publicada por ZH.

Estimativa preliminar indica que pelo menos 40% da população teria de mudar de endereço. A ideia é oferecer lotes de tamanhos equivalentes àqueles que se tinha até então para o recomeço longe das margens imprevisíveis do Taquari.

Muçum

Em Muçum, 200 famílias já estavam em processo de transferência desde as enchentes de 2023.  Agora, o deslocamento deverá ser ainda mais abrangente. Acreditamos que uns 40% da população do bairro Fátima e em torno de 60% do São José terão de ser remanejados, declarou o prefeito ao jornal. 

Eldorado do Sul

Para o prefeito Ernani Gonçalves, será preciso erguer barreiras e abrir canais para conter os mananciais do lado de fora ou escoar a água de dentro. Assim com o prefeito de São Leopoldo, Ari Vanazzi, Ernani Gonçalves, teve sua casa submersa. Ele lamenta a situação da cidade, que perdeu todas as escolas e postos de saúde. Um plano inicial de proteção envolve erguer diques nos limites do município. O valor será substancial: em Porto Alegre, o desembolso calculado apenas para elevar barreiras já existentes na Zona Norte supera os R$ 130 milhões, por exemplo. 





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