A tempestade que virou marola



Depois de uma quarta-feira turbulenta para o governo federal, algumas coisas começam a "soar" um pouco diferentes. Sobre o terremoto do leilão do arroz, nenhumam palavras – afinal de contas, não havia como "lacrar" na questão.
 
Sobre a criminalização de mulheres vítimas de estupro, que acabam sendo acusadas de homicídio, Lira resolveu "baixar a poeira" e estender o prazo para votação – ou seja, "a urgência perdeu a pressa" frente à repercussão negativa.

Sobre a tentativa de desacreditar Fernando Haddad, criando uma falsa indisposição entre no ministro e Lula, viu-se, o tiro sair pela culatra.  O presidente acaba de definir seu ministro como extraordinário. A estratégia não conseguiu abafar o papelão do  "futuro  ministro da fazenda" atual Presidente do BC.
 
Sobre a fantasia de que o espetacular discurso de Lula ontem fez subir o dólar e cair a Bolsa, parece que o "Papa Francisco está inclinado a estudar a possibilidade de ter ocorrido um milagre" [bricadeirinha]. 

Sobre a tentativa de colocar ordem no ca...é, alguns continuam vendo a possibilidade de  empoderamento de Lira, que já se deu conta da enrascada em que se meteu.

E para desalento de muitos,  o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (13/junho) que o governo federal buscará rever seus gastos primários, com o objetivo de cortar privilégios e corrigir benefícios. Ele também defendeu melhorar os cadastros de benefícios.

As declarações são uma resposta ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que impos uma derrota à Fazenda, retardando a Medida Provisória que compensaria a manutenção da desoneração da folha de pagamentos. 

"Eu tenho dito isso, queremos também rever o gasto primário, estamos dispostos a cortar privilégios. Já voltaram à tona vários temas que estão sendo discutidos de novo, o que é bom, como supersalários, como correção de benefícios que estão sendo praticados ao arrepio da lei, e melhoria dos cadastros. Isso voltou para mesa, e nós achamos que é ótimo isso acontecer porque vai facilitando o trabalho de entregar as contas", disse o ministro a jornalistas, conforme cita o portal G1. Ou seja, a tempestade  virou marolinha.

Haddad afirmou, ainda, que as medidas para reduzir gastos podem ser "administrativas", sem a necessidade de enviar um projeto de lei para aprovação do Congresso Nacional, o que, com certeza, provocou caimbra em muita gente.

O prazo para o governo encontrar uma solução é curto porque ainda em maio Cristiano Zanin (STF)  deu 60 dias para Haddad tirar da cartola a compensação para a desoneração da folha de 17 setores da economia e pequenos município, um custo estimado em cerca de 26 bilhões de reais neste ano. Sem a compensação, o benefício a empresas e municípios perderia a validade.  Ocorre que, como Lula, Haddad tem muita sorte. Sua cartola é grande e, com certeza, o milagre vai "acontecer".




 




Em seu discurso na 112ª Conferência Mundial do Trabalho da OIT (Organização Mundial do Trabalho), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi aplaudido de pé ao defender a democracia e criticar os ataques feitos a ela pela extrema-direita em todo o mundo. “Sem a democracia, um torneiro mecânico jamais teria chegado à Presidência da República de um país como o Brasil”, disse, sobre a própria eleição em 2002.




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