Em Cachoeirinha (RS) prefeitura compra itens de cesta básica para atingidos com sobrepreço
Reportagem da RBS mostrou que 1kg de açúcar custou R$ 27; governo abriu
sindicância e suspendeu pagamentos
Inundações deixaram 25 mil pessoas desalojadas no município de Cacheirinha, na região metropolitana de Porto Alegre
Brasil de Fato – Com 25 mil atingidos pelas enchentes, o município de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, adquiriu itens de cesta básica com valores até 11 vezes superiores aos vendidos em supermercados. O caso foi revelado pela RBS TV e publicado no portal G1. Os produtos seriam destinados às pessoas afetadas pelas cheias na cidade. A prefeitura informou que abriu sindicância e suspendeu pagamentos.
De acortdo com reportagem publicada no site Brasil de Fato, em eco à reportagem de ZH, "o governo municipal adquiriu mercadorias da distribuidora com valor total que chegou a R$ 491 mil. Em uma das notas fiscais a qual a reportagem da RBS teve acesso, do dia 15 de maio, são listados sete produtos, entre eles o açúcar refinado com valor de R$ 27,89. A emissora ligou para a empresa responsável, a qual indicou que o produto estava sendo vendido a R$ 6,30, mais de 440% de diferença.
A Procuradoria-Geral do Município abriu processo interno no dia 25 de maio e, no dia 27, o prefeito Cristian Wasen Rosa (MDB) determinou a abertura de sindicância para averiguar as possíveis irregularidades e definir responsabilidades por tais atos. Na terça-feira (28), foi feita a suspensão do pagamento à empresa indicada no processo.
De acordo com a reportagem da RBS, a empresa contratada foi a Cestas Básicas Rio Grande, que justificou a alta "devido ao processo de calamidade no nosso estado”. “Acabamos tendo que comprar alguns itens com preços muito elevados", conforme resposta enviada à emissor
Em nota, o governo municipal disse que foi feita uma compra emergencial de mercadorias essenciais para o atendimento imediato às famílias. “Detectamos possíveis erros ou, ainda, suposta má conduta nestes procedimentos, processos estes que, inclusive, sofreram apontamentos em análise da contadoria geral do município, anteriormente a remessa para liquidação e pagamento, o que será objeto de apuração”, aponta o texto.
A Procuradoria-Geral do Município abriu processo interno no dia 25 de maio e, no dia 27, o prefeito Cristian Wasen Rosa (MDB) determinou a abertura de sindicância para averiguar as possíveis irregularidades e definir responsabilidades por tais atos. Na terça-feira (28), foi feita a suspensão do pagamento à empresa indicada no processo.
De acordo com a reportagem da RBS, a empresa contratada foi a Cestas Básicas Rio Grande, que justificou a alta "devido ao processo de calamidade no nosso estado”. “Acabamos tendo que comprar alguns itens com preços muito elevados", conforme resposta enviada à emissor
Nota divulgada pela prefeitura municipal
"Em virtude das enchentes que acometeram Cachoeirinha, com mais de 25.000 moradores que tiveram de sair de suas casas, a Prefeitura realizou a compra emergencial de itens essenciais para atendimento imediato às famílias atingidas.Em nosso compromisso com a transparência, idoneidade e seriedade, informamos que detectamos possíveis erros ou, ainda, suposta má conduta nestes procedimentos, processos estes que, inclusive, sofreram apontamentos em análise da contadoria geral do município, anteriormente a remessa para liquidação e pagamento, o que será objeto de apuração.
Imediatamente, no dia 25.5.2024, abrimos um processo interno para a Procuradoria-Geral do Município, solicitamos a análise do processo de aquisição destes itens alimentícios, para evitar a possibilidade de prejuízo aos cofres públicos.
Somado a isto, por ordem do prefeito, foi suspenso temporariamente o pagamento destes itens até o final da análise técnica e, ainda, foi determinada a abertura de uma sindicância para apuração de eventuais erros e, após, seguirá o procedimento de sindicância para apurar possíveis responsabilidades."
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