Governo zera IPI para produtos doados ao Rio Grande do Sul e seus municípios
Decreto que oficializa a decisão foi publicado nesta quinta-feira (13/6) no
Diário Oficial da União
Planalto – A partir desta quinta-feira, 13 de junho,
os produtos doados ao Rio Grande do Sul ou aos municípios em estado de
calamidade pública destinados às vítimas das enchentes terão alíquota zero do
Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI. O
Decreto Nº 12.052 , que prevê a determinação até 31 de dezembro de 2024, foi publicado no
Diário Oficial da União (DOU), com assinaturas do presidente da República em
Exercício, Geraldo Alckmin, e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Segundo o texto, nas notas fiscais de saída dos produtos doados ao estado ou municípios gaúchos em situação de calamidade deverão constar a expressão “saída com redução de alíquota do IPI” e ter, na identificação do destinatário, uma de duas opções:
a) o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, inscrito no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica sob o número 87.934.675/0001-96, com endereço na Praça Marechal Deodoro, sem número, Palácio do Piratini, Município de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul; ou
b) o Município beneficiado pela doação, acompanhado do número de inscrição no CNPJ e do endereço.
O Decreto Nº 12.052 soma-se a uma série de medidas de apoio ao Rio Grande do Sul anunciadas pelo Governo Federal desde o início da crise climática no estado. Entre essas medidas destacam-se:
R$ 85,7 BILHÕES
As iniciativas federais voltadas para o Rio Grande do Sul para
já resultaram em um apoio financeiro ao estado, municípios e famílias da ordem
de R$ 85,7 bilhões desde 30 de abril. A mobilização federal envolveu, num
primeiro momento, ações de salvamento e ajuda humanitária, acolhimento em
abrigos e segurança alimentar por meio de cestas de alimentos. Paralelamente,
houve o acionamento de toda uma logística para garantir a chegada de donativos
de todo o país com auxílio das Forças Armadas e dos Correios e para auxiliar o
estado e os municípios no restabelecimento de serviços essenciais, como
energia elétrica, internet, desbloqueio de estradas, recuperação de encostas e
estruturas, drenagem de áreas alagadas
AUXÍLIO RECONSTRUÇÃO
Criado pela
Medida Provisória nº 1.219, editada no dia 15 de maio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o
Auxílio Reconstrução, que garante às famílias desalojadas ou desabrigadas o
direito ao valor de R$ 5,1 mil para ajudar na recuperação de bens perdidos nas
enchentes, já conta com
204,1 mil famílias aprovadas
para o recebimento do benefício. Ao todo,
444 cidades gaúchas
podem solicitar o valor para as famílias.
HABITAÇÃO
Outra
política anunciada pelo Governo Federal é a de reconstrução e aquisição de
moradias para famílias afetadas pelas enchentes no estado. Nos últimos cinco
dias, o site para cadastramento de imóveis prontos que serão adquiridos pelo
Governo Federal para doação às famílias afetadas já acumula 3.174 unidades
habitacionais, sendo 2.667 identificadas como estoque de construtoras e linhas
de subsídio habitacional e 507 de pessoas físicas. Todas as etapas do processo
são realizadas pelo endereço caixa.gov.br/reconstrucao. A Caixa Econômica
Federal fará a análise da documentação e avaliação física de cada imóvel. Se
aprovado, ficará disponível para as famílias selecionadas pelos entes públicos
locais. A aquisição de moradias prontas foi viabilizada por meio de portaria
do Ministério das Cidades publicada no Diário Oficial da União de
quinta-feira, 5 de junho. Os imóveis serão destinados para famílias das faixas
1 e 2 do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com renda mensal de até R$
4.400,00. A portaria, em caráter excepcional para o estado gaúcho, instituiu
novo procedimento no programa habitacional do Governo Federal. É a primeira
vez que o MCMV fará a aquisição de imóveis prontos. A medida busca agilizar o
atendimento às famílias desalojadas.
EMPRESAS
Desde o início
desta semana, uma linha de R$ 15 bilhões via BNDES está disponível para
financiamento para máquinas e equipamentos, construção civil e capital de
giro, política considerada fundamental para a manutenção de empregos no Rio
Grande do Sul, tanto para empresas na área rural quanto em área urbana. Outra
medida federal foi o anúncio do pagamento de dois meses de salário mínimo para
434 mil trabalhadores formais no estado. A primeira parcela deve ser liberada
em julho. A linha de crédito especial Pronampe Solidário, lançada pelo Governo
Federal e liberada na semana passada, já registra mais de 8 mil contratos
firmados na Caixa Econômica e no Banco do Brasil, totalizando quase R$ 1
bilhão contratados. Em média, o recurso leva 48 horas para ser depositado na
conta do beneficiário. A linha com juros zero, 12 meses de carência e 36 meses
para pagamento, beneficia microempresas e empresas de pequeno porte em cidades
em situação de calamidade pública devido às enchentes.
SUSPENSÃO DA
DÍVIDA
Uma das principais medidas de apoio ao Governo do Estado, anunciada
em 13 de maio, foi a suspensão da dívida do Rio Grande do Sul com a União por
três anos. Essa decisão permite a liberação de R$ 11 bilhões para um fundo
voltado à reconstrução do Rio Grande do Sul. Além disso, o Governo Federal
anunciou o perdão de outros R$ 12 bilhões referentes a juros do estoque total
da dívida.
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