Luciana Santos: estamos equipando o Brasil com maior capacidade de prevenção para efeitos climáticos

- Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Ministra Luciana Santos durante participação no programa "Bom Dia, Ministra" desta quarta-feira, 5 de junho 


Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação destaca conjunto de ações para prevenir desastres climáticos e apoiar pesquisadores, bolsistas, instituições de pesquisa, universidades e empresas na reconstrução do Rio Grande do Sul


A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, afirmou na quarta-feira, 5/junho, em sua primeira participação no programa “Bom Dia, Ministra”, que o papel da ciência não é só mostrar evidências do impacto das mudanças climáticas no planeta, mas também ajudar na adaptação a elas, na mitigação de seus efeitos e coletar os dados sobre como acontecem.

“São iniciativas que estamos tomando para poder, cada vez mais, equipar o Brasil de maior capacidade de prevenção para os efeitos climáticos e, ao mesmo tempo, promover adaptação e mitigação, ou seja, é um conjunto de iniciativas para conviver com o fenômeno dos eventos extremos”, explicou Luciana Santos.




Para isso o Brasil conta com uma série de instrumentos: “O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais usa dados de satélites e também de equipamentos em campo, com estações hidrológicas e geológicas que medem de deslizamentos de terra às enchentes. Temos um verdadeiro pool de satélites e de dados. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais também faz o monitoramento do desmatamento usando dados de 270 satélites no mundo”, destacou a ministra.

“São iniciativas que estamos tomando para poder, cada vez mais, equipar o Brasil de maior capacidade de prevenção para os efeitos climáticos e, ao mesmo tempo, promover adaptação e mitigação, ou seja, é um conjunto de iniciativas para conviver com o fenômeno dos eventos extremos”.

Luciana Santos ainda pontuou sobre as ações da pasta da Ciência, Tecnologia e Inovação na reconstrução do Rio Grande do Sul, com apoio a pesquisadores, bolsistas, cientistas, institutos de pesquisa, universidades e empresas da área de inovação científica. “Uma das primeiras questões é a prorrogação das bolsas de CNPq e Capes. São 5.532 bolsas e até antecipação. Nós fizemos a antecipação do pagamento para os pesquisadores, bolsistas de mestrado e doutorado, até bolsas de cientistas do Rio Grande do Sul. Nós fizemos a prorrogação de 12 meses da bolsa e antecipação de um mês, disponibilizando os recursos das bolsas da ciência para quem no estado desenvolve”, afirmou.

No final de maio, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) aprovou uma linha de crédito de R$ 1,6 bilhão para apoiar a manutenção da capacidade produtiva e de inovação de empresas do Rio Grande do Sul afetadas pelas inundações. A linha será operacionalizada por agentes financeiros atuantes no estado, a exemplo do Badesul, Banrisul, BRDE e Cresol, e concederá financiamento em condições atrativas para empresas sediadas ou com filial no RS com investimentos a serem realizados no estado. Estão contempladas empresas afetadas pelo evento climático e com histórico de inovação. “Isso permite que qualquer empresa utilize 40% disso como capital de giro. Pode até fazer reservas para pagamento de pessoal como um planejamento de reconstrução, sendo 60% dos recursos para micro e pequenas empresas”, declarou.

INFRAESTRUTURA CIENTÍFICA 

Durante uma hora de bate-papo com radialistas, a ministra Luciana Santos pontuou ainda sobre investimentos do Novo PAC para fortalecer a ciência brasileira, como o aporte de R$ 1 bilhão para a construção do laboratório de máxima contenção biológica – NB4. O laboratório permite condições inéditas para o monitoramento e o desenvolvimento de pesquisas com agentes biológicos das classes 3 e 4 (capazes de causar doenças graves e com alto grau de transmissibilidade). “Com isso, temos a possibilidade de identificar um alto grau de transmissibilidade de doenças graves, se antecipando aos fenômenos que nós assistimos das doenças endêmicas que ocorreram, como é o caso da Covid-19”, salientou.

Outro investimento tratado pela ministra é a fase 2 do acelerador de partículas Sirius, maior e mais complexa infraestrutura científica do país. Até 2026, a máquina vai ter 10 novas estações de pesquisa e 38 linhas de luz. A luz síncrotron é usada para investigar a composição e a estrutura da matéria em variadas formas, possibilitando o desenvolvimento de soluções para saúde, agricultura e meio ambiente.

No rol de assuntos discutidos ao longo do programa estão medidas de apoio regional para reduzir a assimetria e desigualdade na produção científica entre os estados brasileiros, além do repatriamento de talentos para evitar a fuga de pesquisadores a outros países e o papel da Ciência e Tecnologia na transição energética.


Confira a entrevista




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