Lula se reúne com reitores e anuncia o PAC Universidades

Professores universitários em greve há mais de 50 dias, e os técnicos-administrativos há quase 90 



Com dados do Brasil 247 – Nesta segunda-feira (10),  o presidente Lula (PT) se reúne com reitores das universidades e institutos federais para discutir o futuro do financiamento e da infraestrutura dessas instituições. O encontr contará com a presença dos ministros Camilo Santana (Educação) e Esther Dweck (Gestão).  Um  dos focos deve ser  orçamento das universidades públicas, uma questão urgente diante da crescente insatisfação da comunidade acadêmica.

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) aproveitou para pressionar por um aumento significativo no orçamento destinado às universidades. Atualmente, o orçamento federal para 2024 está fixado em R$ 6 bilhões, mas a Andifes argumenta que, para garantir a operação adequada e o desenvolvimento das instituições, seriam necessários pelo menos R$ 8,5 bilhões.

Professores universitários estão em greve há mais de 50 dias, e os técnicos-administrativos há quase 90 dias. Ambos os grupos reivindicam não apenas melhores salários e a reestruturação de suas carreiras, mas também um aumento substancial nos investimentos para as universidades. A escassez de recursos, alegam, está afetando não só a capacidade de conduzir pesquisas, mas também a manutenção básica dos campi.

Durante o encontro, o ministro da Educação apresentou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) específico para universidades e hospitais universitários, iniciativa que  visa a um grande investimento em infraestrutura, com o objetivo de modernizar e expandir as instalações educacionais e de saúde mantidas pelas universidades federais.

O PAC, anunciado como parte de um esforço mais amplo do governo para estimular o desenvolvimento econômico e social, promete injetar um total de R$ 1,7 trilhão em todo o país nos próximos anos. Desses, R$ 1,3 trilhão estão previstos para serem aplicados até 2026, com mais R$ 0,4 trilhão planejados para depois desse período. Esse montante será dividido entre investimentos públicos e parcerias com o setor privado, além da cooperação com estados, municípios e movimentos sociais.



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