Programas de proteção e garantia de direitos das pessoas LGBTQIA+ terão investimentos de mais de R$ 8 milhões

Durante entrevista coletiva à imprensa, foram anunciados os programas dos Direitos
Humanos para o mês do Orgulho LGBTQIA+
Direitos Humanos anuncia programas Acolher +, Empodera +, Bem Viver +, que visam a garantir dignidade e inserção de pessoas LGBTQIA+ no mercado de trabalho em todos os territórios
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) anunciou o sábado (1º/junho) o investimento de R$ 8,5 milhões no desenvolvimento de políticas públicas de enfrentamento ao preconceito e à discriminação e de promoção dos direitos das pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queer, Intersexo, Assexuais e outras (LGBTQIA+). Em coletiva à imprensa ocorrida em São Paulo, o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, destacou o lançamento de três programas planejados pela secretaria nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+: o Acolher+, o Empodera+ e o Bem Viver+.
Para Silvio Almeida, o que o Governo Federal apresenta neste momento, um ano e meio após o início da gestão, é fruto de uma construção que vem sendo feita “desde o primeiro dia que nós entramos no Ministério”. “É a apresentação de um conjunto de políticas públicas voltadas para cidadãs e cidadãos brasileiros, que comumente são abandonados e esquecidos pela sociedade e pelo Estado brasileiros”, afirmou.
Neste domingo (2/junho), o ministro Silvio Almeida e a secretária Symmy Larrat participam da 28ª edição da Parada LGBT SP, cujos organizadores estimam reunir 3 milhões de pessoas. Durante a entrevista, foram detalhadas as ações dos projetos Acolher+, de acolhimento a pessoas LGBTQIA+ em situação de rua ou recém-abandonadas pela família; Empodera+, de estímulo ao trabalho digno e geração de renda voltado a pessoas; e para o Programa Nacional de Enfrentamento à Violência e de Promoção de Direitos Humanos nos territórios do Campo, das Águas e das Florestas (Bem Viver+).
Acolher+
O Programa Nacional de Fortalecimento das Casas de Acolhimento LGBTQIA+, mais conhecido como Acolher+, foi criado em dezembro de 2023, e tem atendido pessoas LGBTQIA+ em situação de rua ou recém-abandonadas pela família, em decorrência da discriminação por conta da sua identidade de gênero e/ou sexualidade. A ideia é reduzir os riscos que essas pessoas estão submetidas pela falta de acolhimento; e ofertar, além do suporte psicológico, uma possibilidade de se reorganizarem apesar das violências sofridas.A execução do projeto tem apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); e as ações estão planejadas a partir de dois eixos: dar suporte a casas já existentes e fortalecer a institucionalidade dessa política, através da implementação de casas-modelo. O intuito é tornar as casas de acolhimento espaços culturais, proporcionando não apenas abrigo, mas também ações diversas de cidadania e cultura.
No mês passado, durante atividades alusivas ao 17 de maio – Dia Nacional de Enfrentamento à Violência contra Pessoas LGBTQIA+, a iniciativa destinou R$ 1,4 milhão para 12 casas que já atuam no acolhimento para a população em situação de vulnerabilidade.
Empodera+
Segundo Silvio Almeida, “As políticas, como vocês podem ver, são políticas que versam sobre vocês, sobre qualquer brasileiro e qualquer brasileira. É isso que estamos falando aqui”O Empodera+ é um projeto de trabalho digno e geração de renda voltado a pessoas LGBTQIA+, incluindo a preparação e ocupação no mundo do trabalho, visando à autonomia econômica e financeira do público atendido. Ele faz parte da Estratégia Nacional de Trabalho Digno, Educação e Geração de Renda.Inicialmente, o Projeto-Piloto do Programa Empodera+ (PPE+) será implementado, nos Estados do Pará, Maranhão, Espírito Santo, Ceará e Rio Grande do Sul. Nesta semana, o MDHC anunciou a descentralização de recursos para a Fundacentro, que permitirá a execução do projeto piloto dentro Empodera+, inicialmente em três estados brasileiros: o Pará, o Espírito Santo e o Maranhão.
A iniciativa envolve duas ações: o apoio às pessoas LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade social, oferecendo bolsa para preparação e inserção no mercado de trabalho; e a construção de um Comitê de Oportunidades em todo o país, conectando em rede os equipamentos, de forma a estabelecer uma jornada de autonomia para as pessoas participantes, incluindo cursos de cidadania e direitos humanos. Vale destacar que essa iniciativa conta com a parceria do Ministério do Trabalho, além da cooperação dos estados que realizarem adesão ao projeto-piloto.
Bem Viver+
O Programa Nacional de Enfrentamento à Violência e de Promoção de Direitos Humanos nos territórios do Campo, das Águas e das Florestas (Bem Viver+) é destinado a pessoas LGBTQIA+ camponesas, agricultoras familiares, assentadas, ribeirinhas, caiçaras, extrativistas, pescadoras, indígenas e quilombolas.Entre os objetivos da iniciativa consta a formação de defensores de direitos humanos LGBTQIA+, com foco em ações voltadas para o apoio a práticas de autodefesa e de autocuidado a partir das necessidades de cada população. Trata-se de uma política pública inovadora devido à interseccionalidade com grupos vulnerabilizados que normalmente não são inseridos na pauta LGBTQIA+ e em outras ligadas ao MDHC.
LGBTQIA+ Cidadania
Nesta semana, o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania lançou a logomarca de governo LGBTQIA+ Cidadania, que representa o ineditismo da destinação orçamentária do governo federal para ações ligadas à defesa, promoção e garantia dos direitos das pessoas LGBTQIA+. Além dos programas acima, a nova marca englobará todas as ações de promoção, defesa e garantia dos direitos desta população executadas no âmbito dos ministérios e das instituições públicas, com o objetivo de divulgar massivamente as ações, projetos e programas que contemplam as pessoas LGBTQIA+.Parceria com o Banco do Brasil
Ao longo dos últimos dias, uma das ações anunciadas pelo Banco do Brasil foi a 2ª edição do Cartão do Orgulho LGBTQIA+, que terá parte dos recursos revertidos para editais voltados à inclusão da comunidade LGBTQIA+.Leia também:
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