CGU e PF apuram fraude em licitações de obras da Prefeitura de Corumbá (MS)
Operação João Romão investiga irregularidades em procedimentos licitatórios que selecionaram uma empresa vinculada a agente público municipal
CGU – A Controladoria-Geral da União (CGU) participa, nesta quarta-feira (03/julho), da Operação João Romão, trabalho realizado em parceria com a Polícia Federal (PF). O objetivo é apurar o cometimento do crime de fraude ao procedimento licitatório em certames promovidos pela Prefeitura de Corumbá (MS) que visavam à seleção de empresas especializadas em obras públicas.
Investigações
Os trabalhos tiveram início a partir de informações recebidas pela Polícia Federal. Em seguida, houve solicitação para que a Controladoria Regional da União no Mato Grosso do Sul promovesse uma auditoria, a qual identificou irregularidades em licitações promovidas pela Prefeitura Municipal de Corumbá (MS).Os auditores apuraram que houve direcionamento indevido da contratação de ao menos duas obras públicas para uma empresa vinculada a agente público municipal. A PF aprofundou a investigação, confirmando os apontamentos realizados pela CGU e identificando necessidade de fase ostensiva.
No período de 2022 a 2024, a empresa investigada firmou contratos que ultrapassam os R$ 12 milhões com a Prefeitura de Corumbá (MS), sendo que desse montante, cerca de R$ 6 milhões envolveram repasses de recursos federais para o município, sobretudo para obras da área de esportes.
Impacto social
Segundo dados do IBGE, Corumbá (MS) tem cerca de 96 mil habitantes e 37% deles têm rendimento mensal per capita de até 1/2 salário-mínimo, portanto, com dependência relevante das políticas sociais. Desse modo, a má utilização dos recursos destinados ao financiamento de obras na área de esportes impacta negativamente o atendimento da parcela mais vulnerável de pessoas do município.Diligências
A Operação João Romão consiste no cumprimento total de 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Corumbá (MS) e Campo Grande (MS). O trabalho conta com a participação de 52 policiais federais e sete servidores da CGU.A CGU, por meio da Ouvidoria-Geral da União (OGU), mantém a plataforma Fala.BR para o recebimento de denúncias. Quem tiver informações sobre esta operação ou sobre quaisquer outras irregularidades, pode enviá-las por meio de formulário eletrônico. A denúncia pode ser anônima, para isso, basta escolher a opção “Não identificado”.
O cadastro deve seguir, ainda, as seguintes orientações: No campo “Sobre qual assunto você quer falar”, basta marcar a opção “Operações CGU”; e no campo “Fale aqui”, coloque o nome da operação e a Unidade da Federação na qual ela foi deflagrada.

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