Governo Federal já repassou R$ 4,1 bi para o Rio Grande do Sul, beneficiando mais de 2 milhões de trabalhadores
A suspensão do recolhimento do FGTS teve adesão de 44.199 empregadores gaúchos de 96 municípios atingidos pelas enchentes
MTE – As medidas emergenciais, anunciadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), já alcançaram R$4,1 bilhões, beneficiando mais de 2 milhões de trabalhadores do Rio Grande do Sul. Esses recursos foram para os gaúchos que têm direito a algum destes benefícios: Saque-Calamidade, Seguro-Desemprego, Abono Salarial ou ao Apoio Financeiro de 2 salários mínimos (para trabalhadores formais, menor aprendiz, trabalhadores domésticos, empregada doméstica ou pescadores artesanais). Os recursos também envolvem cerca de R$221,7 milhões que beneficiaram 44.199 empregadores de 96 municípios que aderiram a suspensão do recolhimento do FGTS. As informações fazem parte do balanço realizado até o dia 10 de julho.
Em Porto Alegre, por exemplo, 14.576 empregadores aderiram à suspensão do recolhimento por 4 meses, com mais dois meses de carência, deixando de recolher R$106,6 milhões. Em Lajeado, uma das cidades destruídas pelas enchentes, 879 empregadores aderiram a suspensão do recolhimento do FGTS, chegando a mais de R$5,1 milhões. Em Canoas, outra cidade muito atingida pelas enchentes, 2.190 empregadores optaram pela suspensão do FGTS, e deixaram de depositar R$16,9 milhões.
Ainda para ajudar a preservar a renda do trabalhador, o MTE repassou, no dia 8 de julho, R$113,4 milhões para 80.319 trabalhadores gaúchos (formais, pescadores artesanais, empregados domésticos e empregada doméstica e menor aprendiz). Essa é a primeira parcela do programa emergencial de Apoio Financeiro de R$1.412,00 para os trabalhadores gaúchos. A próxima parcela é em agosto, e a empresa se compromete a pagar os outros dois meses (setembro e outubro) o salário do trabalhador, sem demitir.
Medidas e as liberações de recursos atualizados até 10 de julho
Saque Calamidade
O MTE liberou os recursos do FGTS para pagar o Saque Calamidade, até o dia 5
de julho a Caixa Federal já tinha repassado R$2.94 bi atendendo 875 mil
trabalhadores de 443 municípios. O valor médio de saque foi de R$3.421,27 por
beneficiário. A expectativa é beneficiar 1,5 milhão atingindo cerca de R$4,2
bi.
Abono Salarial
Em maio, foram antecipadas as parcelas de junho, julho e agosto do Abono
Salarial para todos os trabalhadores do estado que tinham direito ao
benefício. Foram liberados R$792,6 milhões, beneficiando 756.121
trabalhadores. Agora no dia 15 de junho, são mais de R$3,5 milhões que foram
pagos a 3.109 trabalhadores, que tiveram que regularizar a sua situação para
receber o benefício. Ao todo, foram liberados R$ 796,1 milhões, beneficiando
759,230 trabalhadores.
Seguro-Desemprego
Até 9 de julho, foram pagos R$60,6 milhões a 34.919 mil trabalhadores que
tinham direito às duas parcelas adicionais de Seguro-Desemprego. A estimativa
é beneficiar 139.633 trabalhadores de 336 municípios gaúchos com as parcelas
adicionais, totalizando R$497,8 milhões. O valor médio da parcela é
R$1.782,50. As parcelas adicionais são pagas ao trabalhador e trabalhadora que
recebeu todas as parcelas normais, e já estava recebendo o Seguro-Desemprego
antes de 5 de maio.
Suspensão do FGTS para empresas
Com a suspensão do FGTS (abril e maio), os empregadores deixaram de recolher
R$ 221.768.422.64 milhões. Foram 44.199 empregadores de 96 municípios que
aderiram a suspensão do recolhimento do FGTS de 382.544 trabalhadores. A
suspensão é de até 4 meses para o recolhimento do FGTS pelos empregadores dos
municípios onde foi decretado situação de calamidade pública. Após esse
período, carência de até 2 meses, para a adesão ao parcelamento com pagamento
em até 6 parcelas. A estimativa é de suspensão de R$357,4 milhões por mês,
totalizando R$1,4 bilhões, beneficiando até 79.971 mil empregadores.
Pagamento do Apoio Financeiro para os trabalhadores
No dia 8 de julho, o MTE repassou R$113,4 milhões para 80.319 trabalhadores do
Rio Grande do Sul. Essa é a primeira parcela do programa emergencial de Apoio
Financeiro de R$1.412,00 para os trabalhadores gaúchos. Destes 80.319, 74.435
são trabalhadores formais, 1.366 menor aprendiz, 450 domésticos e 4.068
pescadores. Neste pagamento estão contempladas 5.824 empresas gaúchas que
cumpriram as exigências da MP 1.230/2024. O Apoio Financeiro está condicionado
à localização dos estabelecimentos dos empregadores em áreas efetivamente
atingidas na mancha de inundação delimitada por georreferenciamento nos
municípios em estado de calamidade ou situação de emergência reconhecidos pelo
governo federal.
Benefício para 800 trabalhadores
Duas negociações coletivas mediadas pelo MTE no início de junho com
trabalhadores e supermercados de Porto Alegre e de Canoas, garantiram o
salário de cerca de 800 trabalhadores. Em ambos os casos, foi utilizado o
dispositivo conhecido como “layoff”, um benefício regulamentado pelo Conselho
Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que prevê o pagamento de
parcela equivalente ao salário-mínimo. O benefício do “layoff” é pago conforme
os critérios e valores adotados para o Seguro-Desemprego. Os termos do acordo
preveem a complementação salarial para que não haja redução de renda dos
trabalhadores, uma vez que o pagamento do benefício observa os limites da
parcela de Seguro-Desemprego e estabilidade após o retorno às atividades.
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