MDS lança Índice de Vulnerabilidade das Famílias do Cadastro Único (IVCAD) no 24º Encontro Nacional do Congemas
Ferramenta poderá otimizar as políticas de proteção social, ao dar respostas mais assertivas e personalizadas às necessidades dos cidadãos
MDS – O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome lançou, nesta quarta-feira (10/julho), o Índice de Vulnerabilidade das Famílias do Cadastro Único (IVCAD). A ferramenta sintetiza seis dimensões de situações de vulnerabilidades sociais por meio das informações no CadÚnico, com base em 40 indicadores. Com isso, a Pasta poderá otimizar as políticas de proteção social, ao dar respostas mais assertivas e personalizadas às necessidades dos cidadãos.
O anúncio foi feito pelo ministro Wellington Dias, na abertura do 24º Encontro Nacional do Congemas (Colegiado Nacional de Gestores Municipais da Assistência Social). O evento, que transcorre até sexta-feira (12/julho), reúne autoridades de todo o país em São Paulo, com o objetivo de debater o papel da assistência social no enfrentamento à fome e à pobreza no Brasil.
“Os indicadores de vulnerabilidade social funcionam como uma bússola que aponta o caminho”, afirmou o ministro Wellington Dias. “O Índice de Vulnerabilidade das Famílias do Cadastro Único permite que se possa alcançar as pessoas em maior vulnerabilidade, aquelas que mais precisam e, a partir daí, garantir direitos para quem tem o direito”, completou.
A ferramenta está disponível por município e por cada Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) para apoiar as ações de vigilância socioassistencial e a convergência de iniciativas para melhoria das condições de vida da população.
O indicador mostra as seguintes dimensões de vulnerabilidade das famílias de baixa renda: primeira Infância; infância e adolescência; necessidade de cuidados; trabalho e qualificação de adultos; acesso a recursos; e condições habitacionais. De acordo com o IVCAD, quando menor o indicador, mais presente é a situação de vulnerabilidade.
O SUAS na ponta
Presente ao evento, o representante do Movimento Nacional População de Rua no CNAS, Rafael Machado da Silva, relembrou sua trajetória de vida. “Tenho a minha dignidade de vida de volta e agradeço aos trabalhadores do SUAS e ao CRAS. Passei por manicômios e internações compulsórias, estive nas ruas e sofri tentativas de homicídio. Só consegui sair desse ciclo por conta dessa política linda de assistência social. Temos que ser autores das nossas próprias histórias”, contou.
Leave a Comment