Para Lula, Plano Safra da agricultura familiar é decisivo no controle da inflação de alimentos
Presidente participou, nesta quarta (3/7), do lançamento da iniciativa marcada por investimento recorde de R$ 85,7 bilhões e redução de juros no crédito a produtores e produtoras familiares
Planalto – “O plano Safra é exuberante. Temos aproximadamente 4,6 milhões de propriedades com menos de 100 hectares. Quase dois milhões de propriedades com um pequeno pedaço de terra. A gente tem que incentivar as pessoas a produzirem. Se a gente fizer isso, se comprar máquinas, produzir mais leite, mais queijo, plantar mais tomate, pepino, chuchu, não vai ter inflação de alimento”.
A gente tem que incentivar as pessoas a produzirem. Se a gente fizer isso, se comprar máquinas, produzir mais leite, mais queijo, plantar mais tomate, pepino, chuchu, não vai ter inflação de alimento”
Com esse foco no discurso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta quarta-feira (3/7), no Palácio do Planalto, o Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025. O conjunto de medidas do Governo Federal tem como meta fortalecer a agricultura familiar e promover a produção sustentável de alimentos saudáveis para o Brasil.
Fortalecido no campo agroecológico, com juros menores, recorde de recursos e mais garantias de acesso, a iniciativa assegura R$ 85,7 bilhões para o desenvolvimento da agricultura familiar. O plano oferece linhas de crédito diferenciadas, assistência técnica, seguros e capacitação, além de promover pesquisa e inovação em tecnologias e contribuir para a transição agroecológica.
Do total de recursos, a maior parte é destinada ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf): R$ 76 bilhões, valor 43,3% maior ao anunciado na safra 2022/2023 e 6,2% maior do que o da safra passada.
O ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) ressaltou a forma como o Governo Federal conseguiu superar o que classificou como dilema. “Nós não sabíamos se dava para apresentar um Plano Safra ainda maior que o do ano passado em termos de volume de recursos, ou se a gente deveria manter e diminuir os juros. O presidente Lula permitiu aumentar o volume e diminuir os juros”, frisou Teixeira. “Foi feita uma escuta com todos os setores, de máquina, agricultores familiares, bancos, sociedade, técnicos, para chegar nesse propósito. Primeiro, baixamos juros. No primeiro ano (2023), de 5% para 4%. E, agora, de 4% para 3% para a produção de alimentos. O que o presidente Lula quer é alimento saudável e barato na mesa do povo brasileiro”, completou Teixeira .
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou que o Governo Federal se esforçou em trazer para a mesa de negociações todos os setores envolvidos. “Não estamos só entregando o maior plano safra para a agricultura familiar. Queria chamar a atenção para os aspectos qualitativos. É o melhor plano safra para a agricultura familiar. Estamos indo de A a Z, sem pular nenhum cidadão que tenha compromisso com a produção, que tenha compromisso com colocar a comida barata na mesa do nosso povo”, destacou Haddad.
O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG), Aristides Santos, exaltou o papel do plano safra e da agricultura familiar na garantia de alimentos de qualidade a preços justos para a população brasileira. “Sem agricultura familiar, pujante e organizada, produzindo alimentos saudáveis e sustentáveis, não vamos ter alimento a preço justo para quem produz e para quem consome”.
ACESSO
O presidente Lula reforçou que, a
partir de agora, é preciso que os produtores acessem esses recursos e usem
plenamente os benefícios. “Não tem nada pior do que anunciar uma linha de
crédito e no fim do ano saber que as pessoas não foram atrás porque não
sabiam. Não foram informadas. Uma das coisas que descobri em 2003, quando
cheguei à Presidência, era que o Pronaf era quase que tipicamente do Rio
Grande do Sul, chegava pouco a Santa Catarina e muito pouco a São Paulo e
Paraná. Lembro de uma conversa que tive com a Contag (Confederação Nacional
dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares), de tentar
incentivar os dirigentes a orientar sindicatos, trabalhadores, sobre como ter
acesso ao crédito”.
FUNDO GARANTIDOR
Durante a solenidade, o
presidente sancionou um Projeto de Lei que inclui os agricultores familiares
do Pronaf e suas cooperativas no Grupo de Beneficiários do Fundo Garantidor de
Operações (FGO), além de aumentar a participação do Executivo Federal no
fundo. O Projeto de Lei autoriza o aumento em até R$ 500 milhões da
participação da União no FGO para a garantia das operações contratadas no
Pronaf.
Lula também assinou três decretos. O primeiro altera os limites de aquisição
de produtos de agricultores familiares e de suas organizações via Programa de
Aquisição de Alimentos, na modalidade de compra direta em situações
emergenciais, de R$ 15 mil para R$ 30 mil reais.
O segundo decreto institui o Programa Nacional de Fortalecimento do Cooperativismo, Associativismo e Empreendimentos Solidários da Agricultura Familiar, o Coopera Mais Brasil. A iniciativa tem como objetivo fomentar a organização coletiva dos agricultores por meio de cooperativas, associações e empreendimentos solidários.
Por fim, Lula assinou o decreto que institui o Programa Nacional de Florestas Produtivas. O texto tem como finalidade a recuperação de áreas rurais alteradas ou degradadas para fins produtivos, por meio da adequação e regularização ambiental da agricultura familiar e ampliação da capacidade de produção de alimentos saudáveis. “A novidade do incentivo à produção nas nossas florestas é interessante. Vai ajudar nossos indígenas, nossos quilombolas, nossos seringueiros”, frisou o presidente Lula.
O segundo decreto institui o Programa Nacional de Fortalecimento do Cooperativismo, Associativismo e Empreendimentos Solidários da Agricultura Familiar, o Coopera Mais Brasil. A iniciativa tem como objetivo fomentar a organização coletiva dos agricultores por meio de cooperativas, associações e empreendimentos solidários.
Por fim, Lula assinou o decreto que institui o Programa Nacional de Florestas Produtivas. O texto tem como finalidade a recuperação de áreas rurais alteradas ou degradadas para fins produtivos, por meio da adequação e regularização ambiental da agricultura familiar e ampliação da capacidade de produção de alimentos saudáveis. “A novidade do incentivo à produção nas nossas florestas é interessante. Vai ajudar nossos indígenas, nossos quilombolas, nossos seringueiros”, frisou o presidente Lula.
ECOFORTE
O evento também marcou a assinatura do edital do Programa de Fortalecimento
das Redes de Agroecologia, Extrativismo e Produção Orgânica (Ecoforte). A
iniciativa promove investimentos de R$ 100 milhões em projetos com valores
entre R$ 1 milhão e R$ 3 milhões em redes agroecologia, extrativismo e
produção orgânica, visando a intensificação de práticas de manejo sustentável
de produtos da sociobiodiversidade e de sistemas produtivos orgânicos e de
base agroecológica. O edital foi assinado pelos ministros Paulo Teixeira
(Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e Márcio Macêdo
(Secretaria-Geral da Presidência), além da presidenta em exercício do BNDES,
Teresa Campello, e do presidente da Fundação Banco do Brasil, Kleytton
Moraes.
Foram assinados, ainda, dois Acordos de Cooperação Técnica. Um deles é voltado à inclusão da agricultura familiar no fundo de aval às micro e pequenas empresas. A parceria permite o desenvolvimento de estratégias voltadas à inovação das políticas públicas nacionais de promoção do empreendedorismo e estrutura produtiva da agricultura familiar. O outro destina-se à inclusão da agricultura familiar no fundo de aval às micro e pequenas empresas. A parceria permite o desenvolvimento de estratégias voltadas à inovação das políticas de promoção do empreendedorismo e estrutura produtiva da agricultura familiar.
Foram assinados, ainda, dois Acordos de Cooperação Técnica. Um deles é voltado à inclusão da agricultura familiar no fundo de aval às micro e pequenas empresas. A parceria permite o desenvolvimento de estratégias voltadas à inovação das políticas públicas nacionais de promoção do empreendedorismo e estrutura produtiva da agricultura familiar. O outro destina-se à inclusão da agricultura familiar no fundo de aval às micro e pequenas empresas. A parceria permite o desenvolvimento de estratégias voltadas à inovação das políticas de promoção do empreendedorismo e estrutura produtiva da agricultura familiar.
Com taxas que variam de 0,5% a 6%, o Plano Safra da Agricultura Familiar
2024/2025 oferece juros ainda menores. Dez linhas de financiamento tiveram
redução, duas de custeio e oito de investimento:
Pronaf Custeio – produtos da sociobiodiversidade (como babaçu, jambu, castanha do Brasil e licuri): de 3% para 2%.
Pronaf Custeio – produção de alimentos como feijão, arroz, mandioca, leite frutas e verduras: de 4% para 3%.
Pronaf Floresta (Investimento): de 4% para 3%.
Pronaf Semiárido (Investimento): de 4% para 3%.
Pronaf Mulher (Investimento) – para as agricultoras com renda familiar bruta anual de até R$ 100 mil: de 4% para 3%.
Pronaf Jovem (Investimento): de 4% para 3%.
Pronaf Agroecologia (Investimento): de 4% para 3%.
Pronaf Bioeconomia (Investimento) de 4% para 3%.
Pronaf Produtivo Orientado (Investimento): de 4% para 3%.
Pronaf Custeio – produtos da sociobiodiversidade (como babaçu, jambu, castanha do Brasil e licuri): de 3% para 2%.
Pronaf Custeio – produção de alimentos como feijão, arroz, mandioca, leite frutas e verduras: de 4% para 3%.
Pronaf Floresta (Investimento): de 4% para 3%.
Pronaf Semiárido (Investimento): de 4% para 3%.
Pronaf Mulher (Investimento) – para as agricultoras com renda familiar bruta anual de até R$ 100 mil: de 4% para 3%.
Pronaf Jovem (Investimento): de 4% para 3%.
Pronaf Agroecologia (Investimento): de 4% para 3%.
Pronaf Bioeconomia (Investimento) de 4% para 3%.
Pronaf Produtivo Orientado (Investimento): de 4% para 3%.
No âmbito do Pronaf Mais Alimentos (Investimento) houve redução de 5% para 2,5% para compra de máquinas de pequeno porte, que ganhou uma sublinha dentro do Pronaf Mais Alimentos. Além das seguintes atividades: aquisição e instalação de estruturas de cultivo protegido, inclusive os equipamentos de automação para esses cultivos, construção de silos, ampliação e construção de armazéns e câmaras frias destinados à guarda de grãos, frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças e fibras, aquisição de tanques de resfriamento de leite e ordenhadeiras, aquicultura e pesca, que tiveram redução de 4% para 3%.
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