Presidente Lula concede entrevista à Rádio Sociedade



Na entrevista, Lula também voltou a criticar a gestão de Roberto Campos Neto frente ao Banco Central. “Acho que a minha visão sobre o Banco Central não é uma visão teórica. É uma visão de um presidente que já foi presidente e teve um Banco Central sob o meu domínio durante oito anos e com total autonomia. Alguém pode falar que o Meirelles não teve autonomia? Ele ficou oito anos no meu mandato e, se dependesse de mim, ficaria com a Dilma também, não sairia. O Fernando Henrique Cardoso trocou três presidentes do Banco Central, e é normal. O que é anormal é o Lula trocar, é o Lula querer indicar alguém”, disse.

 

“É o presidente da República que tem que indicar, e quando a gente indica um presidente do Banco Central, do Banco do Brasil, da Petrobras, a gente não indica essa pessoa para ela fazer o que a gente quer. As empresas têm diretoria, conselho, cronograma de trabalho. E o Banco Central é a mesma coisa. O Banco Central tem uma função, que é cuidar da política monetária desse país, de atingir a meta da inflação. E por isso nós acabamos de aprovar a meta de inflação de 3%. O que não dá é para você ter alguém dirigindo o Banco Central com viés político. Efetivamente eu acho que ele tem um viés político. Mas eu não posso fazer nada, porque ele é presidente do Banco Central e tem mandato, foi eleito pelo Senado. Eu tenho que esperar e indicar alguém”, disse Lula em referência ao atual presidente do banco Central, Roberto Campos Neto, indicado para o cargo por Jair Bolsonaro (PL).


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"O Banco Central é um banco do Estado brasileiro que tem que cuidar da política monetária. Ele não pode estar a serviço do sistema financeiro", disse o presidente.


Veja a análise de José Genuíno








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