União entre produtores, exportadores e ApexBrasil colocou o Brasil na liderança mundial de exportação de algodão

No período que vai de agosto de 2023 e julho de 2024, as exportações brasileiras devem alcançar cerca de 2,70 milhões de toneladas de algodão beneficiado (pluma)
Pela primeira vez, o Brasil se tornou o maior fornecedor de algodão do mundo. No período que vai de agosto de 2023 e julho de 2024, as exportações brasileiras devem alcançar cerca de 2,70 milhões de toneladas de algodão beneficiado (pluma), deixando em segundo lugar os Estados Unidos, que embarcaram um volume aproximado de 2,57 milhões de toneladas.Segundo a Associação Brasileiras dos Produtores de Algodão (Abrapa), esse resultado confirma a assertividade de um trabalho que começou há 25 anos, e envolve investimentos, pesquisa, tecnologia, profissionalismo e organização do setor, aliado a uma estratégia robusta de promoção comercial, desenvolvida em parceria com a Agência Brasileira de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
A partir de 2020, a conquista de novos mercados e consolidação dos já existentes ganhou novo impulso, com a criação do Projeto Cotton Brazil. Esta iniciativa é fruto da parceria entre a ApexBrasil e a Abrapa, que representa os produtores, e a Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea), que representa os exportadores, e tem o apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do MAPA.
O programa
O Cotton Brazil é o programa de desenvolvimento de mercado internacional para o algodão brasileiro e nasceu com a meta contribuir para colocar o país no topo do ranking dos maiores exportadores mundiais em 2030. Para facilitar suas ações, um escritório de representação da inciativa foi aberto em Singapura, cidade estrategicamente localizada no continente que é o destino da maior parte das exportações mundiais.As ações do Cotton Brazil visam a intensificar a presença da fibra brasileira em 10 países prioritários: China, Bangladesh, Vietnã, Turquia, Paquistão, Indonésia, Índia, Tailândia, Coreia do Sul e Egito. Estes países, juntos, representam 49% da população mundial e são o destino de 95% das exportações brasileiras de algodão e 90% das exportações globais da fibra. Não por acaso, estes países estão entre os que mais compraram algodão do Brasil no ano comercial em que o país alcançou o topo do ranking. Em ordem decrescente de volume por destino da pluma, na lista dos 11 maiores mercados do produto nacional, estão nove dos dez mercados-alvo do programa: China (53%), Vietnã (14%), Bangladesh (10%), Turquia (7%), Indonésia (5%), Paquistão (5%) e Coreia do Sul (1%). O Egito, mercado aberto em 2023, depois do Cotton Brazil, já figura com 1% de participação. Os demais países do ranking são Tailândia (0,3%), e Portugal (0,4%), este último não é considerado mercado prioritário para o Cotton Brazil. A Índia não figurou na lista.
Desde que foi criado, o Cotton Brazil já promoveu 52 eventos internacionais, que somaram mais de 500 clientes e stakeholders, trazendo compradores mundiais para conhecer o modelo brasileiro de produção de algodão, com a Missão Compradores, e levando os produtores nacionais para conhecer a indústria internacional e entender as suas demandas, através da Missão Vendedores. Para saber como fazer parte do projeto, entre em contato aqui.
Sobre a ApexBrasil
Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira.Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil.
A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.
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