Uso clandestino da Abin foi deslealdade com a sociedade, diz Pacheco

Foto: Rovena Rosa /Agência Brasil


Pacheco acrescentou ainda que, caso sejam comprovadas as acusações, os autores dos crimes durante o governo Bolsonaro deverão ser classificados como “traidores da pátria”


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  Rodrigo Pacheco, (presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional (2021-2022) declarou, na sexta-feira (12/julho), que o uso clandestino da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi uma “deslealdade com a sociedade brasileira”.

No 19º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Pacheco acrescentou ainda que, caso sejam comprovadas as acusações, os autores dos crimes deverão ser classificados como “traidores da pátria”.

“Eu espero muito que o Poder Judiciário e os órgãos de persecução criminal possam esclarecer, garantindo o contraditório, a autodefesa e o devido processo legal a esses investigados, mas que possa dar efetividade à punição dessas pessoas, porque de fato foi uma deslealdade com a sociedade brasileira o que nós vimos acontecer na Abin”, afirmou Pacheco.

“O que nós presenciamos foi realmente o uso clandestino e marginal de informações da Abin para poder perseguir pessoas”, destacou Pacheco. “A se confirmar isso que aconteceu na Abin, a partir da prova do processo, é algo realmente muito grave e, de fato, se, no passado, já se falou nesse nível de acontecimento como pessoas alopradas, eu reputo que são mais traidores da pátria do que aloprados”, acrescentou.

O relatório da PF indica que a estrutura do órgão foi utilizada durante o governo de Jair Bolsonaro para favorecer dois filhos do ex-presidente. Agentes que participaram do monitoramento clandestino buscaram informações sobre investigações envolvendo Jair Renan e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo o relatório. A conclusão está no relatório da investigação chamada de Abin Paralela, divulgada nesta quinta-feira (11/julho) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após a retirada do sigilo do inquérito sobre o caso.

Até o final da trade de sexta-feira (12/julho) o Presidente da Câmara, Arthur Lira, também mencionada como um dos investigados pela Abin, não havia se manifestado sobre a questão.

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