Congresso Nacional recebe projeções com mensagens de enfrentamento à violência contra mulheres
No mês do aniversário de 18 anos da Lei Maria da Penha, o “Agosto Lilás”, dedicado à conscientização para o fim da violência contra as mulheres, o Congresso Nacional recebeu uma sequência de projeções mapeadas com mensagens de enfrentamento à violência contra a mulher, além de frases da campanha e divulgação do Ligue 180 — Central de Atendimento à Mulher — como canal para ajuda, informações e registro de denúncias
Secom – As duas torres do parlamento serviram como plano de fundo para frases como “Feminicídio zero”, “Nenhuma violência contra mulher deve ser tolerada”, “Ligue 180”, “Acolha uma mulher em situação de violência”, “Ligue 180 para se informar” e “Denuncie a violência contra a mulher”. O Palácio do Planalto também está iluminado na cor lilás durante todo o mês de agosto. As ações integram campanha de mobilização nacional criada pelo Ministério das Mulheres em apoio ao fim do feminicídio.
“O desafio que estamos colocando neste Agosto Lilás é uma mobilização nacional pelo feminicídio zero. O feminicídio é a última escala de um ciclo de violência que começa bem antes de acontecer o feminicídio. Então, dar visibilidade, chamar a população, mobilizar a sociedade é importante. Não é só o governo que vai dar conta, não são só as instituições que vão dar conta. Quando a sociedade se mobilizar é que vamos de fato eliminar a violência contra as mulheres”, Cida Gonçalves, ministra das Mulheres.
CAMPANHA
A campanha “Feminicídio Zero - Nenhuma violência contra a mulher deve ser
tolerada”, foi lançada nesta quarta pelo Ministério das Mulheres. As peças
envolvem materiais digitais para redes sociais, um filme de 30 segundos e três
filmes de 15 segundos, além de materiais gráficos como adesivo, folder e
cartaz.
Uma mobilização digital envolverá influenciadores como atrizes, atletas, ministros e parlamentares publicando vídeos nas redes sociais sobre o tema da violência contra a mulher e em apoio ao #FeminicidioZero. Demais ministérios do Governo Federal e órgãos públicos também irão aderir à campanha com ações em seus perfis nas redes sociais.
O filme traz três diferentes situações de violência contra mulheres e passa a mensagem de que ela pode começar silenciosa e quando as pessoas se manifestam, acolhem as mulheres, buscam informações ou fazem uma denúncia, mesmo quando a violência não é física, podem evitar um feminicídio.
Uma mobilização digital envolverá influenciadores como atrizes, atletas, ministros e parlamentares publicando vídeos nas redes sociais sobre o tema da violência contra a mulher e em apoio ao #FeminicidioZero. Demais ministérios do Governo Federal e órgãos públicos também irão aderir à campanha com ações em seus perfis nas redes sociais.
O filme traz três diferentes situações de violência contra mulheres e passa a mensagem de que ela pode começar silenciosa e quando as pessoas se manifestam, acolhem as mulheres, buscam informações ou fazem uma denúncia, mesmo quando a violência não é física, podem evitar um feminicídio.
ARTICULAÇÃO NACIONAL
A campanha faz parte de uma mobilização nacional permanente do Ministério das
Mulheres, envolvendo diversos setores no compromisso de pôr fim à violência
contra as mulheres, em especial aos feminicídios, a partir de diversas frentes
de atuação (comunicação ampla e popular, implementação de políticas públicas,
engajamento de atores diversos). Um evento no mês de agosto em Brasília
marcará a assinatura de um Manifesto pelo Feminicídio Zero, em que cada
parceiro(a) se compromete a atuar de acordo com suas possibilidades de
recursos, estrutura e público-alvo.
FEMINICÍDIO NO BRASIL
Segundo o 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 1.467 mulheres morreram
vítimas de feminicídio em 2023 – o maior registro desde a sanção da lei que
tipifica o crime, em 2015. As agressões decorrentes de violência doméstica
tiveram aumento de 9,8%, e totalizaram 258.941 casos. Houve alta também nas
tentativas de feminicídio (7,2%, chegando a 2.797 vítimas) e nas tentativas de
homicídio contra mulheres (8.372 casos no total, alta de 9,2%), além de
registros de ameaças (16,5%), perseguição/stalking (34,5%), violência
psicológica (33,8%) e estupro (6,5%).
AGOSTO LILÁS
O mês de conscientização pelo fim da violência contra as mulheres tem como
objetivo dar visibilidade ao tema e ampliar a divulgação sobre os direitos das
mulheres em situação de violência, além dos serviços especializados para
acolhimento, orientação e denúncia.
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