Governo Lula lança Guia Eleitoral para candidaturas femininas e negras
O material foi desenvolvido para fortalecer a representatividade de gênero e raça nas eleições municipais de 2024
Elaborado pelos ministérios da Igualdade Racial e das Mulheres, em parceria com o Senado, documento busca apoiar candidaturas de grupos sub-representados e contribuir para a transformação e o fortalecimento da democracia
O documento busca democratizar informações eleitorais, capacitando candidatas a entenderem as regras do jogo e a se prepararem de forma eficaz para suas campanhas. A missão é garantir que todas tenham acesso ao conhecimento necessário para se destacar na política, combatendo as desigualdades e violências de gênero na política.
Algumas das orientações que as leitoras poderão ter acesso tratam sobre estratégias de pré-campanha com dicas para planejar ações, fortalecer redes e entender as regras eleitorais; informações sobre as novidades e regras específicas para candidaturas femininas e negras, além de como utilizar a propaganda eleitoral gratuita; dados sobre o calendário eleitoral com prazos e datas-chave que devem ser observados como os dias do 1º e 2° turno; e orientações para identificar e denunciar a violência política de gênero, além de dicas de proteção nas redes sociais.
Maioria da população, negros são minoria nos espaço de poder
Alguns dados que apontam os obstáculos que impedem as pessoas negras de se colocarem no jogo democrático: informações do TSE indicam que, em 2018, as candidaturas negras representaram 46,4% do total; nas eleições municipais de 2020, 771 casas legislativas (13,86%) não elegeram nenhuma pessoa negra; em 2022, o número de candidaturas negras inscritas chegou a 50,27% do total.
De acordo com o Censo 2022, os pardos são 45,3% da população e superaram a quantidade de brancos pela primeira vez desde 1872, quando foi realizado o primeiro recenseamento do país. Além disso, a proporção de pretos mais que dobrou entre 1991 e 2022, alcançando 10,2% da população.
Diante desses números se evidencia a urgência de a política ser ocupada cada vez mais por pessoas pretas, especialmente as mulheres, que formam a base da pirâmide social para que a política se torne, de fato, um espaço democrático e representativo.
“O Guia Eleitoral consiste em uma ferramenta estratégica para enfrentar os desafios da representação feminina e negra na política. Objetiva-se com o material não só apoiar as candidaturas de grupos sub-representados em suas jornadas políticas ao longo dos pleitos eleitorais, mas também contribuir para uma transformação social mais inclusiva, que potencialize a participação coletiva, a justa distribuição equitativa de oportunidades e o fortalecimento da democracia brasileira”, diz trecho do documento.
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Da Redação do Ela por Elas, com informações da Agência Brasil e Senado Federal
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