"Japinha" reitera força do skate e leva o bronze. Duda e Ana Patrícia estão na semi do vôlei de praia e Alisson na final dos 400m com barreiras
Japinha, como é conhecido o atleta brasileiro do skate park, ficou com a terceira posição no encerramento das competições da modalidade
Natural de Curitiba e conhecido como Japinha, Akio competiu solto mesmo no centro das atenções do mundo olímpico desta quarta. A disputa da prova reuniu celebridades internacionais como o rapper Snoop Dog, o surfista Gabriel Medina, recém-chegado do Taiti, onde conquistou o bronze olímpico, e até de John Textor, dono da SAF do Botafogo e ex-skatista profissional.
Após cair no início da primeira volta e fazer uma nota razoável na segunda, Akio voou cheio de estilo na terceira para chegar ao bronze com 91.85. O bicampeonato olímpico ficou com o australiano Keegan Palmer, com 93.11, e a prata foi para o americano Tom Schaar, com 92.23. A final contou com outros dois brasileiros: Pedro Barros, prata em Tóquoi, quase chegou ao pódio olímpico mais uma vez e terminou em quarto com 91.65. Luigi Cini ficou em sétimo com 76.89.
Assim como nas eliminatórias da manhã com 22 atletas, na final, oito skatistas executaram três voltas de 45 segundos cada, passando pela avaliação dos árbitros. A melhor entre as três notas foi considerada como pontuação final.
O skate brasileiro encerra a participação em Paris 2024 com duas medalhas. Na primeira semana dos Jogos Olímpicos, Rayssa Leal conquistou o bronze no street, mesma prova em que foi prata em Tóquio 2020.
Pelas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou o atleta brasileiro pela conquista da medalha de bronze. "E o skate traz mais uma conquista ao Brasil. Parabéns, Augusto Akio, Japinha, pela medalha de bronze", escreveu o presidente.
BOLSA ATLETA
Dos 21 medalhistas brasileiros em sete modalidades, 100% são integrantes do
Bolsa Atleta ou estiveram em editais ao longo de suas carreiras. Os únicos que
não fazem parte do programa atualmente são Gabriel Medina, ídolo do surfe
profissional, mas que já esteve em dois editais, e Larissa Pimenta, do judô,
que teve o suporte federal durante dez anos de sua trajetória.
QUADRO DE MEDALHAS
Com a conquista do skate park, o Brasil chegou a 14 medalhas nos Jogos
Olímpicos de Paris. São dois ouros, cinco pratas e sete bronzes, na décima
oitava colocação na classificação geral. O topo do quadro segue com os Estados
Unidos, com 94 medalhas e 27 ouros. Na sequência, aparece a China, com 65
pódios e 25 ouros.
VÔLEI DE PRAIA
Duda e Ana Patrícia provaram nesta quarta que não estão no topo do ranking
mundial por acaso. Diante da sexta dupla do mundo, as letãs Tina Graudina e
Anastasija Samoilova, as brasileiras tiveram uma atuação de gala para seguir
sem perder sets nos Jogos Olímpicos Paris 2024. Após saírem perdendo por 6/0
no primeiro set, viraram para vencer por 21/16 e 21/10, e selaram a
classificação para as semifinais, recolocando o Brasil na disputa por medalhas
do vôlei de praia após oito anos. As adversárias na luta por uma vaga na final
serão as australianas Mariafe Artacho e Taliqua Clancy, vice-campeãs olímpicas
em Tóquio 2020.
400M COM BARREIRA
Alison dos Santos está na final dos 400m com barreiras dos Jogos Olímpicos
Paris 2024. O medalhista olímpico em Tóquio 2020 ficou em terceiro na sua
eliminatória e teve que esperar até a terceira e última semifinal para ter
certeza da classificação. Mesmo com susto, Piu avançou com o quarto melhor
tempo geral: 47s95. A decisão será na sexta-feira, 9, às 16h45 (de Brasília).
"A gente não sabe explicar. Eu estava preparado, pronto, sei que eu estou aqui
para brigar pela medalha, estou numa boa condição física. Agora é manter a
cabeça no lugar, se concentrar, relaxar, saber que estamos na final e são oito
brigando por três medalhas", disse Piu, acrescentando. "Sabia que poderia ter
corrido melhor, mas é essa a vida do atletismo, você tem que estar preparado
para todas as situações. Acho que vou com mais raiva, com um pouco mais de
gosto ruim na garganta, no peito e sabendo que chegar lá não foi tranquilo,
não foi o caminho perfeito. Mas nada muda, (na final) são oito atletas, três
medalhas e um campeão."
CANOAGEM
Isaquias Queiroz deu mais um passo na busca do bicampeonato olímpico na
canoagem velocidade em Paris 2024. Nesta quarta-feira, na raia da subsede de
Vaires-sur-Marne, o brasileiro disputou as eliminatórias do C1 1000m, prova
que conquistou o ouro em Tóquio 2020, e se classificou direto para as
semifinais. O baiano disputou logo a segunda bateria da prova ao lado do forte
concorrente tcheco Martin Fucksa, atual campeão e recordista mundial da
distância. Os dois ditaram o ritmo da prova e no fim Fuksa chegou em primeiro
(3min50s39), com Isaquias logo atrás (3min53s94). O brasileiro, no entanto,
admitiu que poupou energia, uma vez que ao chegar entre os dois primeiros já
teria a classificação garantida para as semis. “Não finalizei forte. Na
verdade, forcei na saída para impor ritmo e fazer com que os outros
adversários desistissem, já que avançavam somente dois. No meio da prova, nos
500m, estávamos eu e o Martin Fuksa juntos, mas depois disso dei uma aliviada.
Tenho que descansar, ainda vou competir no barco de equipe. Na semi, e
principalmente na final, não tem o que descansar. É outra prova”, enfatizou
Isaquias.
VELA
Após mais um dia com cancelamentos de regatas devido às condições climáticas,
Bruno Lobo conquistou a classificação para a fase final da Fórmula Kite. O
brasileiro terminou a etapa classificatória no sétimo lugar geral. Nesta
quarta, o atleta começou a disputa da oitava regata, mas a prova foi
interrompida por falta de vento. Das 16 regatas previstas para a competição
apenas sete foram realizadas. A próxima etapa será nesta quinta. Bruno
disputará a semifinal A com Riccardo Pianosi, da Itália, Axel Mazella, da
França, e Qibin Huang, da China. O barco melhor classificado de cada semifinal
avança para a final, que também acontece nesta quinta, a partir de 10h40. Toni
Vodisek, da Eslovênia, e Maximilian Maeder, de Singapura, já estão
classificados para a final por terem terminado a etapa classificatória nas
duas primeiras posições.
TÊNIS DE MESA
O Brasil encerrou a participação no tênis de mesa nos Jogos Olímpicos Paris
2024. A equipe masculina, formada por Hugo Calderano, Vitor Ishiy e Guilherme
Teodoro, foi derrotada pela França, por 3 a 0, e deu adeus à competição. No
primeiro jogo do dia, Vitor Ishiy e Guilherme Teodoro enfrentaram Simon Gauzy
e Alexis Lebrun. Os brasileiros se mantiveram colados aos franceses durante
toda a partida, mas não conseguiram passar na frente no placar nos três sets.
A partida acabou 3 a 0 (11/8, 11/9 e 11/6) para os donos da casa. Na segunda
partida, Hugo Calderano voltou a enfrentar Felix Lebrun, algoz na disputa do
terceiro lugar individual. Novamente o francês levou a melhor, por 3 a 1
(11/6, 11/7, 11/13 e 11/6). No terceiro e último jogo, Vitor Ishiy chegou a
vencer um set, mas não conseguiu segurar o ritmo de Alexis Lebrun, que contou
com a força e o apoio dos torcedores para ganhar por 3 a 1 (11/6, 9/11, 11/5 e
11/7). Apesar da eliminação e da saída sem medalhas, o Brasil encerra a
participação em Paris com resultados históricos. O principal deles veio com
Hugo Calderano, na chave masculina. O quarto lugar registrou a melhor campanha
de um atleta das Américas nos Jogos em todos os tempos.
MARCHA ATLÉTICA
A prova de revezamento misto da marcha atlética é uma novidade nos Jogos
Olímpicos e começou a fazer parte do calendário do atletismo mundial
recentemente. Caio Bonfim, medalhista de prata em Paris na prova individual, e
Viviane Lyra tiveram altos e baixos durante o percurso – feito de forma
intercalada duas vezes por cada um – e terminaram na 7ª posição. A medalha de
ouro foi da dupla espanhola Alvaro Martin e Maria Perez, seguida de Daniel
Pintado e Glenda Morejon, do Equador, e Rhydian Cowley e Jemima Montag, da
Austrália. Todas essas três duplas tiveram ao menos um representante no pódio
nas provas individuais. “A gente gosta do modelo porque fica bem dinâmico, o
que vencer acaba obrigando o outro a manter o nível. É gratificante saber que
estamos entre os melhoreS do mundo. Nós fizemos uma boa prova, mas temos que
ver que o nível é muito alto, tanto entre os homens quanto entre as mulheres”,
comentou Caio, que, ao lado de Viviane, foi medalha de bronze nos Jogos
Pan-americanos Santiago 2023.
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