CGU e PF combatem desvios de recursos públicos em São Bernardo (MA)

A Operação Nonsense investiga informações falsas no censo escolar que levaram o município a receber mais recursos do Fundeb do que o devido.
Investigações
A partir de análises realizadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), a CGU verificou um aumento abrupto de 6.687% de matrículas da Educação de Jovens e Adultos (EJA), entre 2017 e 2023, no município de São Bernardo (MA). No mesmo período, o número de escolas permaneceu quase o mesmo, o que indica que o aumento nas matrículas não foi acompanhado por expansão ou melhorias na infraestrutura.O número de alunos, juntamente com outras etapas e modalidades da educação básica, é utilizado como base para o repasse de recursos. O município recebeu cerca de R$ 39 milhões em 2019 e teve o valor de repasse incrementado indevidamente para algo em torno de R$ 108 milhões em 2023. Da análise dos contratos com fornecedores do município, verificou-se que os sócios das empresas movimentaram valores entre si e, ainda, destinaram às pessoas ligadas à administração municipal.
Impacto social
A inserção de matrículas fictícias pode levar à distribuição indevida de recursos públicos para a unidade da federação que informou um maior número de alunos no Censo Escolar. Isso prejudica a distribuição dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) entre os demais entes federativos, que poderiam receber valores mais altos, além de comprometer a alocação derecursos públicos em outras políticas públicas educacionais necessárias.
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