Cúpula dos líderes do Brics busca alternativa ao dólar, ao FMI e ao Banco Mundial


Agência Brasil – De 22 a 24 de outubro, a Russia preside a 16ª cúpula dos líuderes do BRICS, quando as discussões devem discutir  as negociações para reduzir a dependência do dólar no comércio entre os países do bloco e estabelecer medidas que fortaleçam instituições financeiras alternativas ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Mundial, controlados principalmente por potências ocidentais.

Na África do Sul, em 2023, o presidente Lula  já defendeu "a criação de uma moeda para as transações comerciais e investimentos entre os membros do BRICS aumenta nossas condições de pagamento e reduz nossas vulnerabilidades”, disse ele naquela ocasião. O Brasil também critica as principais instituições financeiras globais. “Essas instituições vão servir para financiar desenvolvimento dos países pobres ou vão continuar existindo para sufocar os países pobres?”, perguntou Lula na cúpula da União Africana, na Etiópia, ao citar o FMI e o Banco Mundial.

À 16ª cúpula dos BRICS, que ocorre  na cidade de Kazan, na Rússia, estarÃom presentes  os cinco novos membros que ingressaram no bloco este ano: Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Etiópia. Até 2023, o Brics era formado apenas por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Além de instituições financeiras próprias, o bloco discute a criação de um sistema de pagamento alternativo ao dólar, o chamado Brics Bridge –, uma plataforma para a liquidação e pagamento digital entre os membros do grupo.


O Brasil no Brics

Atualmente, a única instituição financeira do Brics em funcionamento é o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), presidido pela ex-presidente brasileira, Dilma Rousseff. O Banco é usado para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento entre os países-membros.

O governo russo informou que 32 países confirmaram presença ao evento – 24 representados por líderes de Estado. Dos dez membros do bloco, nove serão representados por chefes de Estado, incluindo o presidente Lula. A exceção é a Arábia Saudita, que deve enviar para a cúpula seu ministro de Relações Exteriores.

“O encontro pode se transformar no maior evento de política externa já realizado no nosso país”, afirmou nessa quinta-feira (10) Yuri Ushakov.

Estima-se que o Brics concentre cerca de 36% do Produto Interno Bruto (PIB) global, superando o G7, grupo das maiores economias do planeta com Estados Unidos, França, Reino Unido e Alemanha, que concentra cerca de 30% do PIB mundial.


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