Decola do Líbano o quarto voo com brasileiros e familiares resgatados da zona de conflito

Aeronave do Governo Federal com 211 passageiros fará escala em Portugal antes do pouso na Base Aérea de São Paulo, previsto para este sábado, 12 de outubro
Planalto – As bandeiras brasileiras sinalizam o caminho. Estão na entrada do saguão do piso de embarque do Aeroporto Internacional Rafic Hariri e em trechos do caminho até um conjunto de mesas onde se reúnem servidores da embaixada do Brasil em Beirute. Ali é o ponto de organização para atender brasileiros e familiares que manifestaram interesse em deixar a zona de conflito do Líbano. Com broches da bandeira nacional na lapela, os funcionários recebem documentos, conferem passaportes, confirmam nomes na lista e liberam os passageiros para embarque na aeronave KC-30, da Força Aérea Brasileira.
Na sexta-feira, 11 de outubro, às 12h25 (horário de Brasília), a quarta escala da Operação Raízes do Cedro, do Governo Federal, decolou de Beirute. A bordo, 211 passageiros, incluindo 12 crianças de colo. No plano de voo rumo ao Brasil, o KC-30 fez uma parada técnica em Lisboa, Portugal. A previsão é de que a aterrissagem na Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, ocorra neste sábado, 12 de outubro. Quando este quarto voo chegar ao Brasil, a operação chegará a 885 passageiros e 11 pets resgatados do Líbano em uma semana.
CRÉDITO EXTRAORDINÁRIO
O Diário Oficial da União desta sexta-feira, 11 de outubro, traz a Medida Provisória nº 1.264, que abre crédito de R$ 80 milhões para o comando da Aeronáutica, via Ministério da Defesa, com a função de garantir as funções de logística de transporte dos brasileiros e familiares nos traslados e no apoio humanitário na região de conflito no Oriente Médio.
INSUMOS
Além de resgatar os brasileiros e familiares, o deslocamento do KC-30 até o Líbano é usado para o Brasil enviar insumos estratégicos em saúde para o Líbano. As escalas da operação já entregaram mais de 7,5 toneladas de medicamentos, envelopes para reidratação, agulhas e seringas descartáveis.
ASSISTÊNCIA
Ao chegarem ao Brasil, as famílias são recebidas por equipes especializadas do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, e da Agência da ONU para as Migrações (OIM), que acolhem as demandas imediatas e avaliam se as pessoas têm redes de proteção familiar ou social no Brasil, além de determinar a necessidade de acolhimento em abrigos do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), de hospedagem temporária e, nos casos de famílias em condição de vulnerabilidade, a possibilidade de passarem a integrar programas sociais do Governo Federal, como o Bolsa Família.
SAÚDE
Outro grupo que atua na chegada dos resgatados do Líbano é o da Força Nacional do SUS, composta por médicos, enfermeiros e psicólogos que oferecem cuidados quanto à saúde física e mental dos repatriados. A equipe recebe uma espécie de manual de costumes do país, envolvendo cultura, comportamento, vestimenta, linguagem, religião e alimentação para prestar um atendimento mais humanizado e acolhedor. Entre os atendimentos, as maiores ocorrências até agora foram de acolhimento, leve desidratação, primeiros cuidados psicológicos e crise hipertensiva.Nota oficial do PT pela paz na Palestina e fim da política de vingança de Israel
Na semana em que se completa um ano da retaliação militar do governo de extrema direita de Israel ao povo palestino, o Partido dos Trabalhadores manifesta sua indignação e repúdio ao genocídio perpetrado contra o povo da Palestina.
Observamos com profunda preocupação a escalada contínua da violência, exacerbada recentemente pelo bombardeio no Líbano, que resulta em um sofrimento incalculável para a população civil. Esse cenário de atrocidades é inadmissível e vai contra os princípios fundamentais dos direitos humanos.
Condenamos energicamente as ações do governo de Netanyahu, que têm infligido dor e destruição sistemáticas aos palestinos, e apelamos à comunidade internacional para que condene estas práticas em conformidade com as resoluções estabelecidas pela Corte Internacional de Justiça.
Denunciamos a persistente política de vingança e opressão que impede qualquer possibilidade de paz duradoura na região. É imperativo que todos os esforços sejam dirigidos para cessar imediatamente essas agressões e promover a paz.
Solidarizamo-nos profundamente com as famílias de todas as vítimas do conflito. Reiteramos nossa posição em defesa de um cessar-fogo imediato e efetivo, bem como o respeito aos direitos fundamentais do povo palestino.
É hora de a comunidade internacional agir com firmeza para pôr fim
Atualização:
Chega ao país o quarto voo com brasileiros e familiares resgatados da zona de conflito no Líbano
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