PF apreende R$ 2,7 milhões na casa de juiz suspeito de vender sentenças em Mato Grosso do Sul


A PF alega que o desembargador fez várias transações imobiliárias com recursos não rastreáveis. Além do valor, também foram apreendidos documentos e eletrônicos na casa do magistrado



A Polícia Federal apreendeu na quinta-feira (24/outubro) R$ 2,7 milhões em dinheiro na casa do desembargador aposentado Júlio Roberto Siqueira Cardoso, um dos alvos da operação que investiga juízes suspeitos de corrupção em Mato Grosso do Sul.

No mesmo dia foram executados  44 mandados de busca e apreensão em ações realizadas em Campo Grande, Brasília, São Paulo e Cuiabá, com mandados expedidos pelo STJ.

O Ministério Público Federal solicitou  a prisão de Júlio Roberto, mas o Superior Tribunal de Justiça apenas autorizou a quebra de seu sigilo fiscal, informou o UOL.

Cinco desembargadores e dois outros servidores foram afastados de suas funções pelo STJ, com monitoramento por tornozeleira eletrônica e proibição de acesso ao órgão e comunicação com outros investigados.

O relator do caso, ministro Francisco Falcão, determinou o afastamento por 180 dias de Sérgio Fernandes Martins, Vladimir Abreu da Silva, Alexandre Aguiar Bastos, Sideni Soncini Pimentel e Marcos José de Brito Rodrigues, além de Osmar Domingues Jeronymo e Danillo Moya Jeronymo.


A operação investiga um juiz de primeira instância, um procurador de justiça e dois desembargadores aposentados do TJMS, incluindo Júlio Roberto, sob suspeita de corrupção em vendas de decisões judiciais.

Os envolvidos podem enfrentar acusações de lavagem de dinheiro, organização criminosa, extorsão e falsificação de documentos no Judiciário de Mato Grosso do Sul.

Ao todo, 220 policiais federais e servidores da Receita Federal atuam na Operação Mineração de Ouro, que começou após apreensões em 2021. (leia matéria completaem Urbs Magna)

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