Primeiro voo com repatriados do Líbano pousa em São Paulo com 228 passageiros e três pets

Primeiros passageiros desembarcam do KC-30 do Governo Federal na Base Aérea de São Paulo
Além da presença do presidente Lula, receptivo do Governo Federal tem 35 profissionais ligados às áreas de saúde, direitos humanos, assistência social e segurança para facilitar a retomada das trajetórias dos brasileiros que deixaram a zona de conflito no Oriente Médio
Planalto – A chegada, acompanhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Base Aérea de São Paulo, conclui a primeira escala da Operação Raízes do Cedro. “Estou indo para a minha casa”, resumiu Mariam Sadek. “Muito gratos ao governo brasileiro, que sempre está cuidando dos seus cidadãos”, afirmou, emocionada, Raghida Hammout.
O voo priorizou mulheres, idosos e crianças, dez delas de colo. Um trabalho de articulação que envolve equipes do Ministério das Relações Exteriores em Brasília e na Embaixada do Brasil em Beirute e a ação operacional da Força Aérea Brasileira.
Na tarde do sábado, o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) telefonou ao embaixador do Brasil no Líbano, Tarcísio Costa, para agradecer pelo trabalho do time libanês no diálogo com a comunidade brasileira, de cerca de 20 mil pessoas, e no planejamento e organização da repatriação. Cerca de três mil manifestaram interesse em voltar ao Brasil. Diplomatas e funcionários da área consular apoiam a confecção das listas e conferem documentações.
RECEPTIVO
Na tripulação do KC-30 veio uma equipe multidisciplinar com três médicos, dois enfermeiros e dois psicólogos para garantir acolhimento e assistência. E, quando o KC 30 da FAB tocou a pista da Base Aérea de Guarulhos, os brasileiros já tinham à disposição um receptivo do Governo Federal. Um grupo de 35 profissionais ligados aos ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Saúde, dos Direitos Humanos, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome estava a postos.
ACOLHIMENTO
Servidores da Polícia Federal, da Anvisa e da Receita Federal foram designados para facilitar o processo de imigração. Para prestar atendimentos emergenciais e atualizar cadernos de vacinação, foram destacados 15 integrantes da Força Nacional do SUS.Todos foram treinados no acolhimento sobre questões éticas, culturais e como é o comportamento para receber repatriados do Líbano.
"Tem atendimento de urgência e emergência, de acolhimento, para ver os primeiros sinais e sintomas de algum agravo, de alguma doença crônica agudizada. E tem os primeiros cuidados psicológicos, fazer a abordagem para ver se o que eles estão sentindo está esperado dentro da normalidade, ou se é há alguma intervenção que precisamos fazer", explicou Renato Oliveira Santos, ponto focal da missão de campo da Força Nacional do SUS. "É importante dizer que as equipes foram divididas entre homens e mulheres que falam português, árabe ou francês. São equipes mistas para a gente conseguir ter uma comunicação fluida", completou Debora Noal, ponto focal de saúde mental e atenção psicossocial da Força Nacional do SUS.
Uma força-tarefa entre MRE e Justiça vai indicar locais de estadia e orientações sobre locomoção dentro do território nacional. O Ministério do Desenvolvimento Social escalou um time de assistentes sociais para casos em que a família não tenha mais vínculos definidos no Brasil. Se for necessário, a pasta atua numa política de abrigamento e avalia situações de vulnerabilidade para agilizar acesso ao Cadastro Único e a programas como o Bolsa Família.
"Tem atendimento de urgência e emergência, de acolhimento, para ver os primeiros sinais e sintomas de algum agravo, de alguma doença crônica agudizada. E tem os primeiros cuidados psicológicos, fazer a abordagem para ver se o que eles estão sentindo está esperado dentro da normalidade, ou se é há alguma intervenção que precisamos fazer", explicou Renato Oliveira Santos, ponto focal da missão de campo da Força Nacional do SUS. "É importante dizer que as equipes foram divididas entre homens e mulheres que falam português, árabe ou francês. São equipes mistas para a gente conseguir ter uma comunicação fluida", completou Debora Noal, ponto focal de saúde mental e atenção psicossocial da Força Nacional do SUS.
Uma força-tarefa entre MRE e Justiça vai indicar locais de estadia e orientações sobre locomoção dentro do território nacional. O Ministério do Desenvolvimento Social escalou um time de assistentes sociais para casos em que a família não tenha mais vínculos definidos no Brasil. Se for necessário, a pasta atua numa política de abrigamento e avalia situações de vulnerabilidade para agilizar acesso ao Cadastro Único e a programas como o Bolsa Família.
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