Aumento de 0,5% na Selic é sabotagem contra Brasil”, diz Lindbergh Farias: Taxa em 11,25% é 2ª maior do mundo
– “Falam em cortar gastos públicos, mas só esse aumento vai significar R$ 25 bilhões a menos para saúde, educação, segurança“, explica o deputado federal petista: “Defendem cortar direitos dos mais pobres para enriquecer ainda mais os rentistas
Urbs Magna O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmou em suas redes sociais que a decisão do COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central) sobre a Selic – taxa básica de juros da economia e principal instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central do Brasil para controle da inflação – foi a pior possível.
“Aumentaram a taxa Selic de 10,75% para 11,25%. O que essa turma do mercado financeiro que essa turma do Banco Central quer é sabotar o governo do Presidente [da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio] Lula [da Silva (PT)]; desacelerar a economia“, afirmou o deputado.
A decisão do COPOM foi unânime e o anúncio foi feito no final da tarde de quarta-feira (6/novembro). O órgão do BC justificou argumentando, entre entre outros motivos, que a inflação cheia e as medidas subjacentes se situaram acima da meta para a inflação nas divulgações mais recentes.
A meta definida pelo BC é de 3%, podendo chegar a 4,5% (intervalo de tolerância de 1,5 ponto). As expectativas de inflação para 2024 e 2025 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 4,6% e 4,0%, respectivamente.
O Comitê avalia entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se: uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado; uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais apertado; e uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada.
Sobre o cenário fiscal, com o governo Lula ainda estudando medidas para conter os gastos, o Comitê reafirma que uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida, com a apresentação e execução de medidas estruturais para o orçamento fiscal, contribuirá para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária.
Para Lindbergh Farias, “eles querem cortar os pobres, querem desvincular a Educação e a Saúde”, acrescentou, antes de afirmar que o Governo Federal terá que “enfrentar essa gente“, pois “esse pessoal nunca vai concordar com a gente“. Lindbergh diz que “eles querem derrotar o projeto do Lula, um projeto popular nesse país“.
“Então a gente não pode cair na armadilha dessa turma“, argumenta o deputado. “Essa turma quer nos render. Eu tenho muita confiança que a gente vai virar o jogo, porque, apesar de tudo, a economia esse ano vai crescer mais de 3%. No primeiro ano do governo do Lula, o mercado dizia que ia crescer 0,8% e cresceu 2,9%.
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