Cinco servidores municipais e um empresário são indiciados por fraudes em licitações, em Caxias do Sul
A Polícia solicitou bloqueio de R$ 2 milhões das contas bancárias e restrição de transferência sobre veículos registrados em nome dos denunciados. Os nomes dos indiciados não foram divulgados
A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) concluiu investigação sobre o envolvimento de cinco funcionários públicos municipais de Caxias do Sul, em um possível esquema de fraude em licitações. O inquérito foi encaminhado ao Judiciário, onde aguarda definição sobre o acatamento da denúncia.
A Polícia solicitou à Justiça bloqueio de cerca de R$ 2 milhões das contas bancárias dos investigados, que não podem efetuar transferência sobre veículos registrados em seus nomes..
De acordo com a investigação, os suspeitos abriram uma empresa, supostamente dedicada a assessorar empresas interessadas em participar de processos licitatórios em Caxias do Sul e diversas cidades do Estado. Quatro dos integrantes do esquema eram servidores públicos efetivos. Três deles atuavam na Central de Licitações (Cenlic) e um na Secretaria da Receita Municipal (SRM). Esse tipo de conduta é proibido por lei, em função do acesso privilegiado a informações sobre processos licitatórios e possibilidade de influência na escolha do resultado.
O quinto indiciado ocupava cargo comissionado (CC), na Secretaria de Segurança Pública e Proteção Social (SMSPPS). Inicialmente, ele foi suspenso e no decorrer da sindicância, foi exonerado da função.
A investigação apurou, ainda, que a empresa aberta pelo grupo assessorou a participações em múltiplas licitações e obteve sucesso em seis tomadas de preços conduzidas pela Prefeitura de Caxias do Sul. Neste caso, as contratações se tornaram suspeitas.
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