Duas bombas e um homem morto em atentado junto à Praça dos Três Poderes



As informações confirmadas são de que houve explosões em dois locais: em um carro no estacionamento ao lado da Câmara dos Deputados e em frente ao STF




Urbs Magna – Um homem morreu na noite desta quarta-feira (13/11) após arremessar explosivos na estátua A Justiça, em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo testemunhas, o agressor lançou duas bombas contra a estátua de 3,3 metros de altura e acabou sendo atingido por uma delas. A área foi cercada por policiais e bombeiros, que realizaram buscas por mais explosivos.

Um carro próximo à Câmara dos Deputados (anexo 4) também explodiu, mas não há registros de feridos. O veículo que explodiu na Praça dos Três Poderes está em nome de Francisco Wanderley Luiz (59), que é chaveiro de profissão e foi candidato a vereador em Rio do Sul (SC), pelo Partido Liberal (PL), em 2020.




O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta quinta-feira (14/novembro) que o uso de um robô antibombas foi fundamental para preservar a vida dos policiais envolvidos nas investigações sobre as explosões em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ao ingressar na casa que o suspeito alugava em Ceilândia, perto de Brasília, na manhã dessa quinta-feira (14) e abrir uma gaveta, o robô provocou uma explosão que poderia ter matada diversos policiais.

 “Há indícios de planejamento de longo prazo” e que Francisco Wanderley Luiz possuía equipamentos explosivos e um extintor modificado para atuar como lança-chamas. Segundo Rodrigues, a unidade de antiterrorismo da PF está examinando as conexões do suspeito, que teria vínculos com movimentos de extrema direita.

O ministro Paulo Pimenta, em vídeo, declarou que "“Não acho que a gente deve tratar como caso isolado. Tem um ditado popular que fala que quem planta vento colhe tempestade; o Brasil tem sido alimentado por um discurso de ódio, de intolerância, um discurso contra a democracia, contra as instituições... o episódio da Carla Zambelli, o ataque do Roberto Jefferson no dia da eleição. O ato que acontece em Brasília no dia 12 de dezembro do ano da eleição, a tentativa de explosão do aeroporto, o 8 de janeiro com todas as suas conexões criminosas... e agora este episódio envolvendo o ex-candidato a vereador pelo PL que esteve na frente dos quartéis; portanto, que tem conexões importantes com a extrema direita, e que não deve levar a uma conclusão de que foi um ato isolado. Não: é uma decorrência de um discurso alimentado de ódio e intolerância que leva a isso,” declarou Pimenta.


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