Em Baku, Ministério dos Transportes colocou a infraestrutura no centro das discussões da COP29

Participação do ministério reafirma o compromisso com a redução de emissão de gases do efeito estufa e com o desenvolvimento de infraestrutura resiliente
Min. Transportes – A presença do Ministério dos Transportes na COP29 – mais alta instância deliberativa no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – ratifica a agenda ambiciosa da pasta em relação à infraestrutura de transportes e políticas climáticas. O ministro Renan Filho integrou a comitiva presidencial do Brasil no evento. O subsecretário de Sustentabilidade, Cloves Benevides, também representou o ministério no encontro, que ocorreu em Baku, no Azerbaijão.
Durante a cúpula, o Brasil anunciou a Nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC): reduzir entre 59% e 67% as emissões líquidas de gases de efeito estufa (GEE) até 2035, em relação às emissões de 2005. Isso equivale, em termos absolutos, a uma redução de emissões para alcançar entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente em 2035.
A nova NDC abrange todos os setores da economia, incluindo o de infraestrutura, e está alinhada ao objetivo do Acordo de Paris de limitar o aquecimento médio do planeta a 1,5ºC em relação ao período pré-industrial, conforme Balanço Global acordado na COP28, em Dubai, em 2023. Esse compromisso permitirá ao Brasil avançar rumo à neutralidade climática até 2050, objetivo de longo prazo do compromisso climático.
“Atuamos principalmente em duas direções. A primeira é fortalecer o modo ferroviário para tirar caminhão de estrada e colocar carga em ferrovia. Quanto mais a gente fizer isso, mais reduz a emissão de carbono. No plano para o desenvolvimento ferroviário, a gente deseja colocar até 40% da carga em ferrovias até 2035, o que vai garantir menos emissões”, explica Renan Filho. "Além disso, estamos melhorando as rodovias". Segundo ele, estradas em boas cxondições representam menos tempo de viagem, menos freada, menos desaceleração e aceleração, e isso também é menor volume de emissões.
O tripé de sustentabilidade no transporte se completa com o estímulo ao uso de biocombustíveis: “Agora estamos constituindo no Ministério dos Transportes os corredores azuis, que vão garantir gás natural e liquefeito para abastecer caminhões que transportam as cargas brasileiras. Um caminhão a gás natural liquefeito, comparativamente a um que usa óleo diesel, emite 30% menos carbono, o que é muito importante para reduzir as emissões”, detalhou Renan Filho.
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