Policial Federal implica agente da Abin em plano para assassinar Lula, Alckmin e Moraes

Em depoimento, agente preso pela PF revela envolvimento de Alexandre Ramalho, da Abin, na mais recente conspiração golpista evidenciada
Com dados do Brasil 247 – O depoimento do agente da PF Wladimir Matos Soares, preso na terça-feira (19/novembro), incluiu um nome na lista de suspeitos de planejar um golpe de Estado para impedir a posse do presidente Lula. Segundo o agente, Alexandre Ramalho, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), teria participado da articulação que envolvia o assassinato de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do STF Alexandre de Moraes. As informações foram divulgadas pelo G1.
Soares se disse cooptado por Ramalho em conversa na Academia da Polícia Federal, em Brasília. Afirmou que o plano incluía sua atuação na segurança de Jair Bolsonaro, caso o ex-presidente optasse por não entregar a faixa presidencial.
Militares e alto escalão bolsonarista
De acordo com investigações da PF, publicada ainda ontem, Wladimir Matos esteve ligado ao grupo de quatro militares presos na Operação Contragolpe, entre eles o general da reserva Mário Fernandes, apontado como figura central no planejamento. Documentos e áudios apreendidos indicam que Fernandes e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, mantinham discussões detalhadas sobre o golpe, incluindo reunião na casa do general Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa derrotada de Bolsonaro em 2022.
Mauro Cid, que firmou um acordo de delação, pode perder os benefícios conquistados, como o direito de responder ao processo em liberdade, caso a Justiça considere que ele descumpriu os termos do acordo, entre outros motivos, porque um áudio recuperado pela PF revela que ele participou de reuniões estratégicas para debater ações golpistas.
Ramificações do plano golpista
O depoimento de Wladimir Matos detalha um esquema que envolvia não somente militares, mas também agentes de inteligência e membros do segundo escalão da segurança presidencial. A PF investiga o alcance da conspiração e busca determinar o nível de envolvimento de outras figuras do governo Bolsonaro e das Forças Armadas. Hoje, 21 de novembro, a PF investiga mais dez generais e outros 25 militares por plano para assassinar Lula, Alckmin e Moraes.O inquérito está em fase final, e o ministro Alexandre de Moraes, do STF, intimou Mauro Cid para prestar novo depoimento nesta quinta-feira (21), a fim de esclarecer as inconsistências em suas declarações anteriores. Moraes também autorizou o acesso da defesa de Braga Netto aos documentos da investigação.
Documentos apreendidos com os militares incluem roteiros de ação, apelidados de “Planilha do Golpe”, e menções ao uso da força para "pacificar" o país após a ruptura democrática.
Com a possibilidade de novos nomes surgirem ao longo das investigações, o caso expõe a gravidade das ameaças enfrentadas pela democracia brasileira e a urgência de medidas para proteger as instituições republicanas.
Documentos apreendidos com os militares incluem roteiros de ação, apelidados de “Planilha do Golpe”, e menções ao uso da força para "pacificar" o país após a ruptura democrática.
O impacto na segurança institucional
As revelações adicionam um novo capítulo à crise envolvendo atos golpistas e a tentativa de subverter o processo democrático no Brasil. O envolvimento de agentes de Estado, incluindo membros da Abin e militares de alta patente, reforça a necessidade de maior vigilância e responsabilização dentro das instituições públicas.Com a possibilidade de novos nomes surgirem ao longo das investigações, o caso expõe a gravidade das ameaças enfrentadas pela democracia brasileira e a urgência de medidas para proteger as instituições republicanas.
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